80% dos funcionários de empresas usam ferramentas não-autorizadas

Por Redação | 11.12.2013 às 17:01

Uma pesquisa da McAfee revelou a extensão de mais um risco de segurança para as companhias. Segundo o estudo, cerca de 80% dos funcionários de empresas utilizam aplicativos ou serviços não autorizados pelas políticas de TI durante o trabalho. O total inclui, principalmente, apps baseados na nuvem, redes sociais ou ferramentas online.

A ferramenta mais utilizada é o Office 365, a suíte de aplicativos online da Microsoft, que foi citada por 9% dos entrevistados. Na sequência está o Zoho (8%), também voltado à produtividade, além do Facebook e LinkedIn, que aparecem empatados com 7% das citações.

O estudo também traçou um perfil dos usuários de aplicativos não-autorizados. Segundo os resultados, 83% dos utilizadores estão na área de tecnologia da informação das empresas, contra 81% dos setores de negócios. De todos eles, 18% afirmaram que as restrições de TI das companhias dificultam o trabalho, enquanto 39% afirmam usarem ferramentas não previstas nas políticas justamente pelo fato delas ignorarem tais orientações.

Apesar do tom negativo, a pesquisa também traz dados interessantes, principalmente para quem trabalha no mercado de Software como Serviço. A McAfee cita dados da Frost & Sullivan que afirmam que o uso desse tipo de ferramenta crescerá 16% até 2017 apenas na América do Norte. O Shadow IT, como é chamado o uso não-autorizado de tais aplicativos, terá grande participação nesse total.

Falta de percepção

Segundo a McAfee, a maioria das ações desse tipo não é mal-intencionada. Pelo contrário, a ideia é tornar o trabalho mais fácil e ágil, exibindo resultados melhores e com mais rapidez. O problema acontece quando, eventualmente, um serviço utilizado pelo funcionário não atende aos padrões de segurança da empresa. Como se lida com dados confidenciais de clientes, a companhia pode ser responsabilizada em caso de problemas.

É aí que aparece um dos principais dilemas para as companhias, já que é preciso garantir a segurança das informações sem que a produtividade seja afetada. A ideia do estudo, então, é a aplicação de programas que monitorem o acesso a ferramentas web, criptografando dados e promovendo um uso seguro desse tipo de aplicativo, sem que nada disso entre no caminho do funcionário.