58% dos usuários de cloud compartilham credenciais de acesso

Por Redação | 29.09.2016 às 22:28

A computação em nuvem já é uma realidade presente na vida de muitas empresas, independente do ramo de atuação. Graças à tecnologia, é possível contar com mais eficiência no quesito armazenamento de dados, além de melhorias consideráveis sobre produtividade, o que resulta em incrementos na capacidade competitiva das empresas, que, por sua vez, conseguem pagar exatamente pelo software que precisam usar.

No entanto, para trabalhar com a nuvem é preciso ter controle do ambiente e gestão. Por isso mesmo, foi encomendada a Pesquisa Global sobre Software, concluída este ano pela BSA| Software Alliance, organização global que defende o setor de softwares contra a pirataria, foi realizada em 32 mercados, entre eles o Brasil. Os resultados foram surpreendentes.

Observou-se que 58% dos usuários da tecnologia Cloud compartilham credenciais que garantem acesso aos serviços de software comercial em nuvem. E mais de um, em cada dez, revelaram que compartilham as informações com pessoas fora do ambiente de trabalho. Dentro deste grupo, 72% indicaram que já fizeram isso mais de uma vez.

Parte do problema do compartilhamento de credenciais relaciona-se à falta de orientação e à ausência de políticas formais nas empresas para o uso do serviço em Cloud, segundo o estudo: 42% dos participantes entrevistados revelaram que as empresas onde trabalham não possuem tais regras. “A nuvem precisa de gestão corporativa, ou seja, políticas para a aprovação de fornecedores de serviços em nuvem e que definam seu uso de forma segura. Compartilhar senhas e logins fragiliza a segurança da informação”, diz Antônio Eduardo Mendes da Silva (“Pitanga”), Country Manager da BSA para o Brasil.

“Um programa de gestão de ativos software (SAM) eficiente pode não somente definir as métricas para a compra de softwares em nuvem, de maneira segura, como também monitorar as provisões de licenciamento e o número de usuários que acessam o serviço”, completa Pitanga. Além de reduzir e prevenir ameaças digitais, o estudo da BSA mostrou que a implementação de um programa SAM pode gerar economias da ordem de 25%, por meio da eliminação de ineficiências, como a hospedagem de softwares desnecessários.