Viciados em tecnologia buscam ajuda em clínica de detox no Rio de Janeiro

Por Redação | 10 de Novembro de 2017 às 14h53

Já ouvimos diversos casos no Japão de pessoas verdadeiramente viciadas em tecnologias, como videogames e internet, que acabam precisando de uma internação em clínicas de detox especializadas nesta modalidade. Mas o vício digital já chegou ao Brasil, e existe uma clínica do tipo no Rio de Janeiro que já abriga alguns pacientes, chamada Instituto Delete.

Um estudante de 29 anos, cujo nome não foi revelado, é um desses pacientes. Viciado em seu smartphone, o uso desmedido do dispositivo acabou afetando não somente seus estudos, mas, também, sua vida profissional e pessoal. Aos poucos, o uso do smartphone acabou se tornando um meio para evitar o contato com pessoas na vida real, e o estudante acabou desenvolvendo a chamada "nomofobia" – a fobia de ficar longe de seu smartphone.

O Brasil é, atualmente, o quarto mercado do mundo em número de usuários conectados à internet, e a nomofobia vem crescendo por aqui. O Instituto Delete, que faz parte do departamento de psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é a primeira clínica de desintoxicação digital do país. Chefiado pela psicóloga Anna Lucia King, o local já tratou 800 pessoas desde sua inauguração, em 2013.

Entre os perfis de pessoas mais propensas a desenvolverem o vício tecnológico, estão desde adolescentes que passam horas jogando videogames, até adultos que acabaram destruindo seus casamentos por conta da adicção, ou, ainda, que foram demitidos de seus empregos porque passavam tempo demais no Facebook ou WhatsApp.

Quanto ao tratamento, ele não é voltado para demonizar a tecnologia, mas, sim, para fazer os adictos entenderem que podem usar a internet e dispositivos conectados de uma maneira saudável. Os exercícios envolvem terapia, leitura de livros físicos e assistir a filmes sem checar o celular nenhuma vez até que ele termine.

Concluindo, ainda que a nomofobia seja um conceito relativamente novo aqui no Brasil, o vício em tecnologia já começa a ser um problema de saúde pública, seguindo os passos de países como o Japão, Coréia do Sul e China. Vale a pena pararmos para refletir sobre a quantidade de tempo que estamos gastando por dia usando a internet, e pensar se esse uso é mesmo necessário, ou se já não estamos nos tornando viciados em checar se há novas notificações em redes sociais a todo momento.

Fonte: Space Daily

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