Uso de smartphone no Brasil sobe de 29% para 80% em três anos

Por Redação | 17 de Outubro de 2016 às 19h33

A mais recente pesquisa da Deloitte quanto ao uso de aparelho celular no mundo revelou dados interessantes. A última edição, de 2016, ouviu 50 mil entrevistados de 51 países, e chegou à conclusão de que o brasileiro é um povo bastante adepto a novas tecnologias.

E os números não mentem: em 2013, 29% dos brasileiros entrevistados tinham um smartphone, sendo que neste ano o percentual subiu para 80%. Fora isso, metade dos 2 mil respondentes disse que pretendia trocar de aparelho no prazo de um ano. Destes, 85% revelaram que os aplicativos de uso mais frequente são os de trocas de mensagem, 63% fazem chamadas de voz via celular e, dentre os jovens, o grande incentivador são as redes sociais.

Aliás, por falar em chamadas de voz, a pesquisa também mostra que essa deixou de ser uma prioridade do brasileiro, já que o hábito de falar ao telefone vem caindo na mesma medida em que cresce o uso de mensagens instantâneas. “Em 2013, 80% dos usuários de smartphones faziam chamadas de voz; neste ano o percentual baixou para 69%”, revelou Marcia Ogawa, sócia-líder da Deloitte para atendimento da indústria de TI.

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A pesquisa ainda levantou alguns dados que marcam o comportamento do brasileiro quando usa o smartphone: 48% conferem as mensagens do celular cinco minutos antes de dormir; 37% acordam no meio da noite e verificam o celular; 12% falam ao celular enquanto dirigem; e 15% atravessam ruas falando ao celular. Além disso, as fotos e vídeos fazem parte da rotina do brasileiro: 52% dos usuários de smartphones usam o celular para tirar fotos, 39% compartilham suas fotos e 33% usam os dispositivo para gravar vídeos.

Com a tecnologia na palma da mão, abrem-se portas para outros tipos de serviços, como os de transações bancárias e e-commerce. Para ter uma ideia, dos usuários de smartphones, 56% checam seu saldo de conta corrente, pagam contas e fazem transferências. Já os demais não realizaram nenhuma operação do tipo nos três últimos meses antes do questionário. Para Márcia, a explicação reside no medo de vírus, roubos de informações e interceptação de dados, mas ainda assim, segundo os resultados do levantamento, 8% das pessoas não usam qualquer sistema de bloqueio por senha, PIN ou reconhecimento de digital em seus smartphones.

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