Um em cada quatro adolescentes já trocou “nudes”

Por Felipe Demartini | 28 de Fevereiro de 2018 às 12h13

Um estudo da Universidade de Calgary, no Canadá, revelou que um em cada quatro adolescentes já esteve envolvido na troca de “nudes”. Os pesquisadores avaliaram 39 pesquisas sobre “sexting” realizadas entre 1990 e 2016, chegando à conclusão de que esse tipo de comportamento cresce em ritmo altamente acelerado ano após ano.

Uma das primeiras conclusões está relacionada à incidência desse tipo de atitude por si só. Dos 110,3 mil participantes das pesquisas, 25% afirmou já terem recebido fotos ou vídeos íntimos de seus contatos, enquanto menos de 15% admitiram já terem enviado conteúdo desse caráter para conhecidos.

Seria um comportamento sexual normal, conforme a palavra de muitos psicólogos, não fosse o fato de que os praticantes têm menos de 18 anos. O que leva a uma preocupação extra, a partir de uma conclusão secundária do estudo: de 12% a 13% dos adolescentes envolvidos em “sexting” afirmam já terem passado adiante fotos e vídeos que receberam sem o consentimento de quem enviou o material.

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Para os pesquisadores, esse tipo de atitude tem a ver com uma confiança quase cega dos usuários nos aplicativos de troca de mensagens, sejam elas efêmeras ou não. Ao acreditarem que seus conteúdos estão seguros, os adolescentes ignoram o fator humano, normalmente o responsável por abrir brechas de segurança e, justamente, permitir o vazamento desse tipo de material.

Na visão dos estudiosos, cabe aos pais conversarem com os filhos e tomarem medidas de esclarecimento, principalmente sobre o fato de que, uma vez enviada, a imagem íntima está fora de seu controle. Pelo mesmo motivo, os papos também devem envolver o tópico do consentimento quando se tratar de vídeos e fotos enviadas por terceiros.

O estudo também apresenta conclusões já esperadas, como um aumento na ocorrência de sexting que aumenta junto com o crescimento da indústria mobile. Os pesquisadores descobriram que os celulares são o principal meio de produção e envio de imagens íntimas, mas, em uma constatação inusitada, viram uma boa participação de computadores com câmera digital, principalmente relacionada ao envio de vídeos ou conversas em tempo real de conotação sexual.

Mais uma vez, os especialistas apontam para a necessidade de esclarecimento, uma vez que, no Canadá, as crianças recebem seu primeiro aparelho próprio, em média, aos 10 anos de idade. Mais uma vez, a questão deve ser levada em conta, principalmente quando associada à prática do sexting.

Fonte: TechTimes

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