Tim Cook critica políticas imigratórias cruéis na administração Trump

Por Ares Saturno | 19 de Junho de 2018 às 16h08
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Poucos dias se passaram após a Microsoft estourar uma polêmica nas redes sociais ao publicar sobre seu orgulho de fazer negócios com a agência de Imigração e Alfândega dos EUA, acusada de tratar de forma desumana as famílias de refugiados, inclusive separando as crianças pequenas de seus familiares. No final da manhã dessa terça-feira (19), Tim Cook, o CEO da Apple, concedeu uma entrevista ao jornal The Irish Times onde fala sobre o tratamento cruel e desumano dispensado a essas famílias de imigrantes, especialmente após o site ProPublica ter publicado, na tarde da última segunda-feira (18), trechos de áudio de crianças abrigadas pela política de Imigração estadunidense chamando por seus pais e mães, afastados do convívio famíliar em flagrante violação aos Direitos Humanos.

"É de cortar o coração ver as imagens e ouvir os sons das crianças. As crianças são as pessoas mais vulneráveis ​​em qualquer sociedade. Acho que o que está acontecendo é desumano, precisa parar", disse Cook ao Irish Times, comovido. O CEO, que está na Irlanda para a abertura de um novo escritório da Apple no país, mantém um certo contato de negociações com a administração Trump, comentando frequentemente que a empresa tem um papel social ao manter a comunicação aberta com líderes mundiais: "Eu pessoalmente acredito que a forma de ser um bom cidadão é participar, é tentar defender seu ponto de vista, não apenas sentar e gritar ou reclamar". Cook completou: "Esta será a abordagem que tomaremos aqui. Essa, em particular, é apenas desoladora e trágica", lamentou.

Associação Cook & Trump

Desde a eleição do presidente Donald Trump, a Apple e Tim Cook se esforçam para manter o contato — e a influência — com a administração governamental, como forma de manter a presença da companhia nas ações tomadas pelo estadista. Tim Cook relatou numa entrevista recente que teve um papel relevante na decisão de Trump em relação a imigrantes que chegaram aos EUA ainda crianças e ainda não dispõem de documentação oficial no país.

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Mas Cook não tem papas na língua na hora de discordar do presidente: o CEO criticou o estadista abertamente sobre a retirada dos EUA dos acordos sobre Direitos Ambientais em Paris, não poupando a parte onde ele defende que tentou mudar a mente de Trump, persuadindo o governante a adotar medidas mais responsáveis quanto aos problemas climáticos. Também houve uma entrevista de Cook no mês de maio sobre uma dura negociação que a Apple teve com a administração sobre tarifas e oposição da empresa às decisões do presidente.

Fonte: Business Insider, The Irish Times, ProPublica

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