Preferência por streaming ultrapassa TV aberta na América Latina

Por Redação | 04 de Novembro de 2015 às 11h55

O dia em que a televisão foi ultrapassada pela internet chegou, pelo menos para quem utiliza ativamente a rede. De acordo com dados revelados nesta semana pela ComScore, o interesse dos usuários da América Latina por serviços de streaming já é maior que o demonstrado pela programação de TV aberta. No Brasil, por exemplo, 82% das pessoas utilizam com frequência serviços como YouTube ou Netflix, enquanto a velha caixa luminosa ficou com 73% da preferência.

São números que se refletem em todos os países da América Latina. Na região, a preferência é de 81% para conteúdo de vídeo por streaming e 70% para a TV aberta, o que para os responsáveis pelo estudo é uma clara demonstração de que o acesso facilitado a esse tipo de conteúdo e a programação segmentada e voltada para interesses específicos fazem toda a diferença.

E a ideia é que tais números, assim como a proporção entre eles, apenas aumentem com o passar do tempo. Para a ComScore, ainda é bastante baixo o contingente de pessoas que possuem acesso à internet com banda suficiente para utilizar serviços de streaming com qualidade e, na medida em que essa disponibilidade fica mais fácil e barata, a tendência é que a balança penda cada vez mais para o mercado de streaming.

Essa concepção, porém, também abre margem para um pouco de discussão sobre os resultados do estudo, uma vez que ele foi realizado por meio de entrevistas online realizadas por e-mail. Os mais de 8,3 mil entrevistados representam um universo bastante amplo, claro, mas também são compostos por gente que já possui acesso à internet e, sendo assim, estão, pelo menos na teoria, bastante ligados à cultura de streaming.

Mesmo assim, a ComScore dá um aviso aos anunciantes: invistam no lugar certo. Enquanto o interesse por conteúdo sob demanda cresce cada vez mais, as maiores receitas de publicidade continuam concentradas na TV aberta e, muitas vezes, acabam perdendo uma parcela significativa de público, gerando investimentos que nem sempre podem ter o devido retorno.

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