Papa Francisco: "Felicidade não é um app que você baixa no celular"

Por Redação | 25 de Abril de 2016 às 19h04
photo_camera Divulgação

Não é novidade que a internet se tornou algo fundamental em nossas vidas, quase como uma extensão do nosso corpo. Até o Papa Francisco acredita que ela é "uma bênção de Deus". Mas para o líder da igreja católica, é preciso ponderar no uso dessa poderosa ferramenta.

Esse foi um dos destaques de uma palestra no último domingo (24), na Praça de São Pedro, no Vaticano, que contou com a presença de quase 70 mil pessoas com idades entre 13 a 16 anos. Em seu discurso, o Papa disse que os usuários – principalmente os adolescentes – deveriam deixar seus smartphones de lado e aproveitar a vida como antigamente, pois nada é capaz de substituir esses momentos na vida real.

"Sua felicidade não tem preço. Ela não pode ser comprada. Não é um aplicativo que você pode baixar no seu celular ou uma atualização que vai trazer liberdade ou grandiosidade no amor", defendeu o Pontífice de 79 anos.

Em novembro do ano passado, Francisco já havia se manifestado sobre o assunto ao dizer que a comunicação "cara a cara" jamais deve ser substituída pelo ambiente digital. "A convivência é um termômetro seguro para medir a saúde de um relacionamento. Uma família que quase nunca come junta, que não fala à mesa, mas que, em vez disso, se concentra em televisões e smartphones, não é uma família unida", destacou.

Novamente, é importante lembrar que o Papa não é avesso às novas tecnologias, apenas critica o uso excessivo delas. Ele mesmo tem uma conta no Twitter (@Pontifex) com mais de 9,17 milhões de seguidores, sem contar versões do mesmo perfil em vários idiomas – incluindo o português (@Pontifex_pt).

Em março, Francisco fez sua estreia no Instagram (@franciscus), que já acumula mais de 2,3 milhões de seguidores. Além disso, o Pontífice tem inúmeras selfies com fiéis e até com grandes executivos, incluindo Tim Cook, CEO da Apple, e Eric Schmidt, chairman do Google.

Há pouco mais de um ano, Francisco anunciou a criação da Scholas.Labs, aceleradora de startups dentro do Vaticano com foco em educação. A iniciativa é totalmente gratuita e tem como meta apoiar dez projetos por ano, com intenção de atrair desenvolvedores de todas as partes do mundo. O projeto é apoiado por várias empresas de tecnologia, como Google, Microsoft e IBM.

Fonte: The Guardian via BGR

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