Nailbot, o aparelho que é uma manicure tecnológica

Por Redação | 25.11.2015 às 16:29

A união entre tecnologia e a indústria de cosméticos não é algo que se vê muito por aí, a não ser nos grandes laboratórios das empresas do setor. Mas foi justamente essa ideia, e também a falta de tempo para ir à manicure de Pree Walia, que levou a criação do Nailbot, um aparelho capaz de criar rapidamente artes nos dedos de suas usuárias, utilizando apenas esmalte, uma impressora e um smartphone.

O trabalho parece relativamente simples: basta selecionar uma imagem da galera ou um dos desenhos pré-programados em um aplicativo, passar uma base e ver, em apenas alguns segundos, um belo desenho sendo impresso nas unhas. Por trás disso tudo está uma tecnologia que ainda está em desenvolvimento, de forma a garantir uma utilização segura e o uso de materiais que não agridam a quem utilizar o Nailbot.

E é justamente todo esse trabalho que agora está nas mãos da comunidade para financiamento. O equipamento passa por um processo de financiamento coletivo no Indiegogo e busca US$ 150 mil para se tornar realidade. Desse total, quase US$ 24 mil já haviam sido obtidos no momento em que esta reportagem foi escrita, com 20 dias de campanha ainda pela frente.

Mais do que tudo isso, o Nailbot é a tentativa de Walia de criar um produto que, como quase nenhum desenvolvido no Vale do Silício, tem as mulheres – principalmente as adolescentes e jovens adultas – como foco principal. Sua startup, a Preemadonna, tem uma equipe composta apenas por desenvolvedoras do gênero feminino. São especialistas em robótica, redes sociais, softwares e outras áreas que trabalham para trazer mais visibilidade a um mercado que muitas vezes é visto como um supérfluo cheio de futilidade, a ser deixado de lado.

A coisa começou a se provar diferente quando o Nailbot se tornou um dos finalistas do TechCrunch Disrupt, a notória competição anual de startups de tecnologia, além da participação da Preemadonna no programa de aceleração Hax, na China. Ainda assim, chamar a atenção de financiadores do sexo masculino foi complicado, já que eles não entendiam a importância de unhas bem feitas nem a necessidade feminina de fazê-las. Para mudar essa concepção, Walia levava uma mão falsa para que eles pudessem experimentar a experiência.

Apesar disso, o produto acabou gerando a atenção também de investidoras, que a idealizadora afirma serem a maior parte dos financiadores de sua startup. O mesmo vale também para os apoiadores do projeto no Indiegogo, o site escolhido para a campanha. E para a fundadora e idealizadora de tudo, trata-se de um sonho realizado. “Essa é uma companhia feita por mulheres, para mulheres. Elas me sustentaram e me deram os primeiros cheques”, completa.

Se financiado, o Nailbot deve ser lançado em novembro do ano que vem. Seu preço final é de US$ 199 (cerca de R$ 750), mas quem auxiliar na campanha de financiamento coletivo pode garantir uma unidade por US$ 149, aproximadamente R$ 560.

Fontes: Preemadonna (Indiegogo), The Next Web