Mulheres são presas no Irã por publicar vídeos delas mesmas dançando

Por Jessica Pinheiro | 09 de Julho de 2018 às 15h50

Quatro mulheres foram presas no Irã na última semana porque postaram vídeos de si mesmas dançando no Instagram. Até o momento, apenas uma delas foi identificada: a ginasta de 17 anos, Maedeh Hojabri. Sua confissão foi feita em rede aberta na última sexta-feira (6), e, durante o período em que foi apreendida, sua conta na rede social de fotografias foi temporariamente encerrada, voltando apenas nesta manhã de segunda-feira.

Hojabri inclusive publicou um vídeo recentemente a respeito do ocorrido. O motivo de sua prisão foi porque ela não estava usando um hijab, algo que é exigido por lei para as mulheres de seu país. A ginasta já havia falado muitas vezes de sua profissão e sobre parkour no Instagram, que é um dos poucos aplicativos de mídia social que não bloqueado no Irã.

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Com o ocorrido, Hojabri se tornou o principal rosto de uma campanha no país, onde as mulheres resistem às leis autoritárias do Irã. A hashtag # مائده_هژیری que significa algo como #DancingIns’tACrime (dançar não é um crime) foi feita em resposta à prisão da atleta. Muitas pessoas inclusive suspeitam que a confissão da mulher no final da semana passada foi feita porque as autoridades iranianas a pressionaram.

Tanto Hojabri quanto outra das mulheres que foram apreendidas juraram que o vídeo em que elas dançam não foi feito para chamar atenção, muito menos para encorajar outras de fazerem o mesmo, e era simplesmente voltado aos seguidores da conta. Os protestos contra as leis do hijab, no entanto, estão em alta nos últimos meses, e vários outros vídeos com mulheres dançando estão surgindo no Instagram.

Em 2014, seis garotas dançaram ao som da música Happy de Pharrell Williams e postaram vídeos do ocorrido. Em seguida foram condenadas a um ano de prisão e 91 chicotadas. Quanto a Hojabri, não está claro o que ela terá de enfrentar por dançar em público em sua conta do Instagram, apesar de sua fiança ter sido supostamente paga por outras três mulheres. Com o acontecimento, a Associated Press alega que as autoridades iranianas estão considerando bloquear o acesso à rede social de fotografias no país.

Fonte: Gizmondo

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