Jovens já passam mais tempo online do que assistindo televisão

Por Redação | 27 de Janeiro de 2016 às 11h57
photo_camera Divulgação

No que foi chamado de “mudança histórica”, uma pesquisa realizada no Reino Unido mostrou mais uma vez que os jovens passam muito mais tempo na internet do que assistindo à televisão, seja por meios convencionais ou sob demanda. De acordo com o estudo da Childwise, realizado anualmente, os adolescentes do Reino Unido gastam cerca de duas horas do dia assistindo a seriados, shows e outros produtos televisivos, enquanto jogos e redes sociais ocupam três horas de seu tempo diário.

Esse padrão se reflete também nos números de consumo, com um aumento de 50% na posse de tablets por jovens na faixa dos 7 a 16 anos. São esses os dispositivos preferidos pelas crianças e adolescentes principalmente por sua versatilidade, permitindo que eles tanto se conectem com os amigos quanto assistam aos seriados e programas de que mais gostam. 60% dos entrevistados preferem esse método, enquanto 38% veem shows quase que exclusivamente sob demanda.

A grande alteração, na visão da agência, é que mesmo esses serviços que entregam conteúdo na disponibilidade do usuário, como Netflix ou YouTube, normalmente vistos como grandes ladrões de audiência das redes de televisão convencionais, não foram capazes de ampliar os números dessa indústria. Apesar disso, a Netflix se provou extremamente popular e tem mais audiência entre os jovens do que qualquer outro canal de TV convencional.

E quanto maior a faixa de idade, maior também o distanciamento da televisão convencional. Entre os 15 e 16 anos, por exemplo, o tempo online cresce para quase o dobro, 4,8 horas, enquanto os períodos passados à frente de programas aumenta, mas fica largamente para trás, com apenas três horas. Menos de um quarto dos entrevistados afirmou assistir TV de maneira convencional, preferindo usar serviços sob demanda à sua conveniência. 32% afirmaram não ter um show, seriado ou programa favorito.

Enquanto isso, o método preferido para acessar a internet ainda é o celular, considerado “universal” entre os adolescentes entrevistados – ou seja, um aparelho do tipo está nas mãos da esmagadora maioria dos jovens. Os tablets estão um pouco atrás, com 67% dos entrevistados possuindo um. O iPad é o modelo mais popular, e aos poucos essa categoria de dispositivo começa a ser mais interessante aos jovens do que notebooks ou computadores convencionais.

Quando se fala em serviços online mais acessados, o YouTube é campeão, sendo seguido por Snapchat e Instagram. A surpresa foi a presença de um jogo na quarta posição, Minecraft, cuja popularidade e presença em diferentes tipos de dispositivos, de smartphones a PCs, fez com que ele deixasse para trás, também, o todo-poderoso Facebook, que aparece apenas em quinto lugar.

A pesquisa da Childwise é feita anualmente desde os anos de 1990 justamente para medir o impacto da tecnologia e dos padrões de consumo sobre os jovens. Na mais recente edição, foram entrevistadas duas mil pessoas entre cinco e 16 anos de idade.

Fonte: BBC

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