GoPro e Kinect ajudam a revelar o preconceito racial que as pessoas escondem

Por Redação | 03 de Outubro de 2016 às 17h23

Uma equipe de psicólogos e cientistas da computação na Itália desenvolveram uma maneira de ler a linguagem corporal e revelar preconceitos raciais escondidos nas pessoas.

Usando uma câmera GoPro, um Kinect e um monitor de frequência cardíaca, os pesquisadores avaliaram os sinais corporais durante conversas entre duas pessoas. Para avaliar as pistas dadas pelo corpo dos participantes, eles avaliaram coisas como a distância entre os sujeitos, movimentos de partes específicas do corpo e o tempo de silêncio durante as conversas.

Todos os 32 participantes do primeiro Teste de Associação Implícita descobriram preconceitos raciais ocultos. A diferença deste tipo de teste é que, ao contrário de um modelo explícito, as pessoas não são questionadas sobre o seu pensamento em relação ao tema abordado.

Durante o teste, cada participante realizou a mesma sequência de conversas,: primeiro com um estudante branco e, em seguida, com um aluno negro, ambos instruídos pelos cientistas. Depois de se apresentarem, eles foram convidados a falar sobre um assunto superficial por três minutos. O próximo passo era abordar um tema mais polêmico e relacionado à questões raciais, como política de imigração. As interações foram filmadas e seus movimentos cinéticos foram mapeados enquanto seus batimentos cardíacos eram aferidos.

O próximo passo foi usar os dados obtidos para alimentar um algoritmo projetado para encontrar correlações entre as respostas dos participantes e o seu comportamento não verbal. Eles descobriram, por exemplo, que aqueles que mantinham fortes preconceitos raciais ficavam a uma distância maior dos estudantes negros, usavam as mãos para se comunicar com menos frequência e falavam mais, provavelmente para preencher as lacunas das conversas. As pessoas com menos indícios de preconceito se mostraram mais à vontade com o silêncio ocasional.

Atualmente, os pesquisadores estão usando a mesma técnica para identificar preconceitos implícitos em relação às pessoas com HIV.

Via Quartz

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