Ex-funcionárias da Atari defendem Nolan Bushnell de acusações de machismo

Por Redação | 16 de Fevereiro de 2018 às 09h50
Reprodução/Campus Party Mexico
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Os organizadores do Game Developer Conference (GDC) receberam avalanches de mensagens de mulheres gamers de todo o mundo após nomearem o cofundador da Atari, Nolan Bushnell, a um prêmio pela sua atuação na empresa durante a década de 1970. O problema é que Bushnell ficou conhecido, durante esse período, por fazer alegações extremamente sexistas em entrevistas, como "nós contratamos as secretárias mais bonitas para esse departamento", e ir ao trabalho com uma camiseta com os dizeres I love to F*ck (Eu amo F*der, em tradução livre).

Ativistas acharam que a nomeação não era adequada frente às alegações de sexismo e chamaram a atenção dos organizadores da GDC, que decidiram não agraciar Nolan Bushnell com o prêmio, evitando toda uma polêmica.

O empresário, entretanto, teve uma reação bonita de se ver: postou em sua conta no Twitter a seguinte nota, reproduzida em tradução livre:

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"Eu aplaudo o GDC por assegurarem que sua instituição reflita o que é certo, especificamente no que tange como as pessoas devem ser tratadas em seu espaço de trabalho. Se isso significa que um prêmio é o preço que eu tenho a pagar, pessoalmente, para que toda a indústria se torne mais consciente e sensível a esses assuntos, eu aplaudo isso, também. Se as minhas ações pessoais ou as ações de qualquer pessoa que tenha trabalhado junto comigo ofendeu ou causou dano a alguém nas nossas companhias, então eu me desculpo sem reservas".

Nos comentários da postagem original de Bushnell, a ativista Karen Allen chamou atenção para o fato de que não existiria espaço para a condicional utilizada pelo empresário em sua nota, pois era fato consumado e que não deixava sombras de dúvidas que as ações dele causaram danos às pessoas que trabalharam com ele durante aquela época. 

Foi aí, então, que mulheres que foram colegas de trabalho do empresário vieram a público dizer que não tiveram experiências ruins durante o período em que trabalharam com Nolan, muito pelo contrário:

Em tradução livre, Loni Reeder twittou: "Eu trabalhei lá. Eu conheço Nolan pessoalmente. Eu cofundei uma empresa com ele anos atrás. Eu era tratada de forma justa, e bem paga. Eu tenho amigas da época da Atari que também conhecem Nolan. Nenhuma de nós foi ofendida por ele, apelidos ou camisetas". Outras ex-funcionárias e colegas de trabalho seguiram a mesma linha e publicaram que também não foram ofendidas por Bushnell. 

Apesar do posicionamento dessas trabalhadoras não ser o suficiente para afirmarmos que nenhum dano foi causado pelas atitudes condenáveis do empresário, é ótimo ver mulheres discutindo em espaços virtuais sobre respeito nos locais de trabalho. E também é interessante saber que homens que atuaram com sexismo há quatro décadas estão revendo seus posicionamentos e se adequando a um mundo mais igualitário. 

Fonte: The Next Web

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