Estudo diz que um em cada cinco adolescentes de 12 a 15 anos sofre ciberbullying

Por Redação | 07 de Maio de 2015 às 07h58
photo_camera Foto: Reprodução

O bullying durante a infância, principalmente na escola, é um ato comum há anos, infelizmente. Quase todo mundo se lembra de ter sofrido abusos verbais ou físicos neste período, mas agora, com a dependência constante das redes sociais e da internet, esses abusos ganham mais força e não acontecem somente na escola.

Um recente estudo feito pela Kaspersky Lab mostra que cerca de 17% de alunos são vítimas de ciberbullying. Realizado em conjunto com psicólogos especializados em meios de comunicação da Universidade de Wuerzburg, na Alemanha, o estudo também mostra que um em cada cinco adolescentes de idades entre 12 e 15 anos já foi vítima desse mal. É exatamente nesta faixa etária em que os jovens começam a passar mais tempo online em redes sociais como o Facebook, Twitter e Instagram.

David Emm, pesquisador de segurança da Kaspersky Lab, diz que é necessário ensinar as crianças técnicas de segurança e ensiná-las a fazer uso responsável da tecnologia. “As crianças devem desenvolver um senso moral ao se comunicarem com outras pessoas online, assim como fazem quando se comunicam ao vivo. Isto as encorajará a ter empatia pelos outros e reduzirá a probabilidade de participarem de ciberdelitos ou ciberbullying. É igualmente importante que entendam, desde pequenos, os potenciais perigos relacionados a algumas atividades online”, explica.

O ciberbullying não implica em violência física, obviamente, mas ele pode ser tão prejudicial quanto. A Kaspersky Lab lista quatro motivos que comprovam isso:

  1. O ciberbullying é uma prática anônima, pois o internauta não quer ser acusado da ação. Com isso, acaba se tornando mais difícil detectar os agressores e provar que ele é o culpado. Eles também não têm nenhuma conexão emocional com os danos que suas palavras podem causar e não têm intenção de parar;
  2. Nos dias de hoje, a maioria das pessoas tem acesso à internet e a toda informação armazenada nela;
  3. Estar conectado diariamente é estar sempre vulnerável aos ataques, seja por meio do computador ou do smartphone, e em qualquer lugar;
  4. O bullying virtual acaba sendo mais evasivo devido à falta de interação "cara a cara".

Duas em cada três crianças consideram o cyberbullying um problema real, mas poucas delas acabam notificando um adulto do que está acontecendo. Segundo a Dra. Astrid Carolus, psicóloga especializada em meios de comunicação da Universidade de Wuerzburg, o diálogo é de extrema importância para as vítimas.

"Se o seu filho se encontra nesta situação, mostre que ele não está sozinho, que há mais crianças passando pelo mesmo. Existe, inclusive, uma grande quantidade de celebridades que sofreram bullying e falam abertamente sobre suas experiências”, explica.

Quanto mais conhecimento for adquirido sobre o ciberbullying, assim como os seus meios de prevenção e combate, mais fácil será calar os agressores. Pensando nisso, a Kaspersky Lab lançou um portal educativo com informações úteis relacionadas ao tema.

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