Doadores de sangue recebem SMS quando ajudam a salvar alguém

Por Redação | 21 de Julho de 2016 às 16h35

No último dia 14 de junho, a Organização Mundial da Saúde (World Health Organization, WHO em inglês) realizou o Dia Mundial do Doador de Sangue. O tema que guiou todo o projeto foi "O sangue conecta a todos nós" (Blood connects us all) e o dia instituído pela organização - que é parte integrante das Nações Unidas - tem como intuito fomentar a doação de sangue ao redor do mundo.

SMS Blood Donations

O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, aproveitou a data para lançar um serviço que envia mensagens de texto para os doadores assim que o sangue doado for encaminhado para um hospital. A intenção é estimular as doações e apresentar o quão importante elas são para a sociedade, evidenciando inclusive que a ação pode realmente salvar vidas.

Na mensagem virão descritos o momento da doação e para qual hospital o sangue foi destinado. "Estamos sempre procurando novas formas de encorajar a doação e esperamos que o novo serviço de mensagens de texto mostre o quão vitais as doações de sangue são para os que precisam", afirmou Mike Stredder, diretor de doação de sangue na sessão de Sangue e Transplante do Serviço de Saúde Nacional Britânico, o NHS Blood and Transplant.

Stredder afirma que apesar dos doadores não conhecerem a pessoa que recebeu seu sangue, as mensagens de texto os farão lembrar que hospitais e pacientes contam com as doações.

Na Suécia, um sistema semelhante já está em funcionamento. O doador recebe uma mensagem de agradecimento e outra sempre que o sangue doado ajudar alguém. Na versão sueca das mensagens de texto, as pessoas também recebem informações o nível do banco de sangue local como parte de reforço à prática de doação.

"Eu estava em casa na primeira vez que recebi a mensagem de texto com o obrigado. Foi bom e me senti muito feliz. É realmente muito legal receber uma confirmação de que seu sangue foi utilizado", disse Arvid Ohlin que é doador no Blodcentralen, em Stocolmo, Suécia. Ele já doou sangue vinte e seis vezes desde que tinha 19 anos. Hoje ele está com 40 anos e está tão confortável com esta prática que até costuma levar seu filho mais novo, Assar, com ele ao banco de sangue. "Eu acho que é uma coisa natural a se fazer - se você pode fazer, faça", disse Arvid.

Arvid

(Arvid Ohlin e seu filho Assar no Blodcentralen, em Stocolmo, Suécia)

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, de 108 milhões de doações de sangue coletadas mundialmente, metade delas são feitas em países desenvolvidos, e doações feitas por apenas 1% da população pode atender aos requisitos mais básicos de sangue para uma nação. A organização aponta que 62 países coletam 100% de suas doações por meio de voluntários e doadores não remunerados.

Com informações de: Hypeness

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