Crianças sem internet: o que elas fazem?

Por Redação | 24.09.2016 às 18:47
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Um experimento realizado pela psicóloga infantil Yekaterina Murashova observou o comportamento de um grupo de crianças norte-americanas quando elas tiveram que passar um dia inteiro sozinhas e sem acesso à internet e outras tecnologias atuais.

A pesquisa foi realizada com 68 jovens, de 12 a 18 anos, que voluntariamente se submeteram a essa "tortura", deixando de lado computadores, smartphones, videogames e qualquer outro tipo de aparato eletrônico. Apesar de estar sem diversos confortos, eles tinham acesso a outros recursos, como livros, lápis e canetas, cadernos, instrumentos musicais, caminhadas, esportes, etc. Passear pela cidade, desde que sem contato com produtos eletrônicos, também foi permitido.

Durante o tempo do experimento, a atividade preferida foi cozinhar e comer. Outros preferiram a leitura de revistas ou livros. Teve gente que, tomada pelo tédio, chegou a pegar os livros escolares e fazer a lição de casa. Esportes e atividades físicas também foram bastante realizados.

Outro ponto observado por Murashova foi que o tempo sem internet fez os jovens brincarem com seu lado criativo. Mesmo sem ter conhecimento ou treinamento prévio, algumas crianças resolveram experimentar com pintura e instrumentos musicais. Por falar em criatividade, outros realmente pensaram "fora da caixa" para passar o tempo. Um passou cinco horas andando de ônibus pelos bairros de sua cidade.

Falando assim, até parece que a pesquisa foi tranquila. Ledo engano. Somente três dos participantes - dois rapazes e uma garota - chegaram bem ao final das oito horas. Um dos rapazes ocupou seu tempo montando uma miniatura de um navio, com pausas para refeições e brincar com seu cachorro.

Três crianças tiveram pensamentos suicidas. Cinco tiveram ataques de pânico e vinte e sete voluntários passaram por algum tipo de desconforto físico como tonturas e dores. Todos demonstraram sintomas de medo ou ansiedade e tentaram dormir para ver se o tempo passava, mas não conseguiam devido ao estado mental abalado.

Terminado o experimento, 14 jovens imediatamente logaram em redes sociais, 20 ligaram para amigos no celular. Outros ligaram a TV ou computadores. Apesar dos resultados preocupantes, todos os jovens não apresentaram traumas dias depois da pesquisa.

Fonte: Brightside.me