Comportamento do internauta se transformou na última década

Por Redação | 24 de Agosto de 2017 às 18h07

Há dez anos, a internet já mostrava seu potencial. As pessoas já estavam mais do que habituadas a resolver problemas por e-mail, já usavam redes sociais para se conectar com amigos, familiares e compartilhar seu dia-a-dia, e os sites de buscas já eram essenciais para se encontrar informações diariamente. Os smartphones estavam começando a ter um “boom” entre o público, muito graças ao lançamento do primeiro iPhone, mas as redes de internet móvel ainda não eram tão acessíveis como hoje. E o crescimento da internet mobile é um dos fatores que transformaram o comportamento do internauta na última década.

Naquela época, pouca gente imaginava que se tornaria tão comum o ato de se contratar um pedreiro, alugar imóveis, agendar corridas de transporte pessoal ou alugar a própria casa em temporadas somente usando o celular, não é mesmo? Com o uso de aplicativos móveis, cada vez mais a maneira que consumimos produtos e serviços, bem como o jeito que nos comunicamos, vem se transformando, em um caminho sem volta.

De acordo com o IBGE, em 2005 menos da metade da população com acesso à internet usava um telefone celular. Hoje, 242 milhões de brasileiros possuem assinatura de algum tipo de linha móvel, segundo a Anatel. Mas, além da popularização dos smartphones e da internet móvel, outro fator que tem papel fundamental para a mudança do comportamento do internauta brasileiro são as visionárias startups.

Novos serviços que acompanham o avanço da tecnologia

À medida em que a tecnologia permite, as startups vêm inovando o mercado de bens e serviços ao oferecer possibilidades com a criação de aplicativos que conectam pessoas com objetivos em comum. Por exemplo, o GetNinjas, que é um app com o objetivo de conectar clientes a prestadores de serviços, vem transformando a forma de se contratar um profissional autônomo.

No aplicativo, há cerca de 250 mil pessoas cadastradas em busca de clientes, e 2 milhões de pedidos feitos por ano. A plataforma conversa com a geração que nasceu antes da explosão da internet, trazendo-os para os tempos modernos, sendo que, por lá, cerca de 9% dos profissionais de consultoria, 7% da saúde e 6% de moda e beleza são da terceira idade.

E o que falar sobre a forma que nos transportamos pela cidade atualmente? Além de grandes apps como Uber e Cabify, que forneceram uma alternativa aos tradicionais táxis e revolucionaram esse setor, há também apps de caronas intermunicipais, como o BlaBlaCar. Com ele, qualquer pessoa que estiver viajando de uma cidade a outra pode oferecer a carona pelo app, dividindo os custos do trajeto com o passageiro. Nos 22 países onde atua, o serviço conta com 30 milhões de downloads e 45 milhões de usuários, sendo que o Brasil é o país onde 85% dos usuários preferem usar o smartphone para reservar ou oferecer viagens.

Alugar ou vender casas e apartamentos é outra atividade que vem mudando de acordo com a tecnologia. Os tradicionais anúncios em jornais e sites de imóveis vêm sentindo o impacto de apps como o VivaReal, plataforma que conecta imobiliárias, incorporadoras e corretores com pessoas que buscam um imóvel. O app registrou um crescimento de 33,15% nos acessos feitos por celular entre o primeiro semestre de 2016 e o mesmo período de 2017, e mais de 1,6 milhão de pessoas já usam o aplicativo, que permite agendar visitas online e visualizar pontos de interesse que existem ao redor do imóvel — tudo sem sair de casa.

E até mesmo quem tem animais de estimação já pode usar somente o celular para garantir uma babá temporária para o bichinho. Com o DogHero, pessoas que precisam de um cuidador temporário se conectam a quem oferece esse serviço, e o app permite uma economia média de 60% em comparação com os custos de se hospedar o pet em hotéis especializados. Já são mais de 300 mil inscritos ali, e mais de 60% das hospedagens contratadas pelo serviço são feitas pelo smartphone.

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