Como o acesso à pornografia na internet altera nossos hábitos sexuais?

Por Redação | 30 de Outubro de 2017 às 19h17
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O espaço que a internet proporciona para discussão já teve grande impacto na sexualidade ao promover maior visibilidade para formas diferentes de se relacionar, como o poliamor, além de tornar menos tabu alguns fetiches específicos, como a podolatria ou o sadomasoquismo.

Entretanto, o fácil acesso à pornografia vem sendo associado a casos de disfunção sexual, uma vez que o hábito em estimular-se com material visual pode criar uma dependência que contribui para a perda da concentração na hora do sexo real.

Um estudo publicado no Journal of Sex Research fez uma relação da pornografia disponível na web e seus impactos na sexualidade feminina, levando ao questionamento de quão orgânico ou socialmente construído são os afetos humanos.

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Ao contrário do que se acreditava, o estudo afirmou que a idade em que a masturbação começa a se instaurar como hábito e o número de parceiros sexuais que uma mulher acumula ao longo da vida têm um papel menos significativo na capacidade de atingir o orgasmo que outras questões, como a atenção no ato sexual ou conforto e intimidade em relação às outras pessoas envolvidas.

O estudo analisou os 50 vídeos mais vistos do site Pornhub e chegou à conclusão de que 78% dos homens retratados nesses vídeos chegaram ao orgasmo, enquanto apenas 18,3% das mulheres eram mostradas atingindo o clímax. Dessa fração, apenas um quarto dos orgasmos femininos era por estimulação clitoriana, método apontado como mais passível de gerar orgasmos entre as pessoas que possuem vagina.

Fonte: BigThink

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