Como lidar com companheiros que não desgrudam do smartphone?

Por Redação | 12 de Julho de 2016 às 09h59
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Todo mundo deve conhecer alguém que não tira as mãos e os olhos da telinha do celular mesmo quando está acompanhado, assistindo a um filme ou até mesmo andando nas ruas. Esse vício dos tempos modernos vem atingindo um número cada vez maior de pessoas, muitas vezes causando ou intensificando distúrbios psicológicos como a sensação de ansiedade. Afinal, a pessoa “viciada” em conferir as notificações do smartphone a cada cinco minutos poderá se sentir ansiosa caso algo a impeça de performar esse ritual.

A necessidade atual de estarmos sempre acompanhados de um dispositivo móvel tem causado problemas até mesmo em relacionamentos conjugais, quando um dos parceiros (ou até mesmo ambos) deixa de prestar atenção ao companheiro e às atividades do dia a dia e acaba usando o smartphone como um refúgio da vida real. E se você está se relacionando com uma pessoa dessas, como será a melhor forma de lidar com essa situação? Algumas pessoas acabam tomando medidas mais drásticas como proibir o uso do celular durante o jantar, por exemplo, mas atitudes proibitivas não costumam resultar em um bom entendimento interpessoal.

Dr. David Greenfield, fundador do Center for Internet and Technology Addiction (“Centro para adictos em internet e tecnologia”, em tradução livre) e professor clínico assistente de psiquiatria na Escola de Medicina da Universidade de Connecticut, organiza uma espécie de acampamento para casais que desejam modificar seus comportamentos envolvendo a internet para que a relação não seja mais prejudicada. O especialista disse que o vício pode ser determinado a partir do momento em que o usuário tem âmbitos de sua vida afetados por conta do uso intenso do smartphone, desde sofrendo problemas de saúde física ou mental, até tendo seus estudos, trabalhos e relacionamentos prejudicados.

“Todo mundo explica que o que eles estão fazendo [enquanto ignoram o parceiro para conferir o celular] é importante. Mas a questão é: é importante mesmo?”, questiona o especialista em vício virtual. A dica de ouro aqui é o bom e velho bom senso. Se o casal estiver de bobeira, tudo bem curtir seu momento particular na telinha do celular por um certo tempo e dar aquela distraída. Mas em um jantar a dois ou no meio daquele passeio romântico, melhor deixar o smartphone no bolso e só pegá-lo quando chegar alguma notificação importante, como um e-mail de trabalho, por exemplo.

O Dr. Greenfield aconselha ao casal que estiver passando por esse desconforto que estabeleçam limites de acordo com a necessidade de cada um. Aqueles que trabalham por conta própria ou administram empresas, por exemplo, acabam precisando conferir o celular mais vezes do que aqueles que querem curtir uma piadinha no Facebook - e nessas horas o entendimento e a paciência do parceiro são fundamentais. Mas, ainda assim, o expert recomenda que o casal se comunique mais e melhor (e essa comunicação certamente trará benefícios à relação mesmo no que não diz respeito ao uso de internet). Ele aconselha que o parceiro que estiver se sentindo em segundo plano converse com o outro e explique como se sente, enquanto o parceiro que estiver abusando do uso do smartphone evite aquela típica postura defensiva e procure entender o sentimento do outro.

Fonte: Daily Dot

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