Brasileiros cortam mais gastos com lazer do mundo real do que digital

Por Redação | 22 de Abril de 2016 às 12h49

A redução de gastos é uma das primeiras medidas adotadas pelos brasileiros em tempo de crise. Cerca de 83% consideram formas de reduzir suas despesas mensais. Uma pesquisa realizada pela Bridge Research mostra que o lazer é o segundo item com maior probabilidade de redução no orçamento, apontado por 27% do público, perdendo apenas para despesas relacionadas a telefone, água e energia, que compreende 39% das pessoas. Denominada "Lazer Real Versus Lazer Digital: Qual Sofre Mais com o Mindset de Corte de Gastos?", a pesquisa mostra que o lazer digital está blindado contra o corte de gastos.

Diferente do que acontece com bares, baladas, restaurantes e shows, os serviços de lazer digital parecem estar menos vulneráveis aos possíveis cortes dos consumidores. Entre as opções digitais nas quais os brasileiros não conseguem viver sem estão a banda larga, indicada por 83% dos entrevistados, e a TV por assinatura (44%). Ambos os serviços também são os mais protegidos de cortes nas classes B e C. No caso da classe A, o serviço de streaming de música Spotify ocupa a segunda colocação entre os que este público não consegue viver sem, com 71%. Apenas a banda larga é mais importante para esta classe, com 84%.

As despesas com o lazer no mundo real chegam a atingir 69% do orçamento destinado a entretenimento, significativamente maior que os 31% investidos em diversão digital. Porém, de acordo com 72% dos entrevistados pela pesquisa é mais fácil abrir mão dos gastos de lazer no mundo real em relação ao digital. No total, apenas 28% reduziriam primeiro os custos no ambiente digital. Ao analisar as classes sociais, a classe B foi a que assinalou ter maior facilidade de eliminar gastos no entretenimento real, com 81%. Já a classe C com 32% de seu público lidera a diminuição na diversão digital.

Lazer digital

Apesar do cenário de crise existente no país, a utilização de sites, aplicativos ou ferramentas que auxiliem o consumidor a economizar é baixa. Apenas 11% procuram explorar tais alternativas. Na classe C, esse percentual é ainda menor, atingindo apenas 8%, bem inferior aos registrados nas classes A (19%) e B (18%).

O estudo realizado pela Bridge Research elaborou 450 entrevistas online, com homens e mulheres, acima dos 18 anos, das classes A, B e C. Os entrevistados selecionados foram em maior concentração nas Regiões Sudeste, Sul e Nordeste.

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