Após invasão a site de traições, Ottawa é eleita capital mundial da infidelidade

Por Redação | 31.07.2015 às 08:32
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Há pouco mais de uma semana, o grupo de hackers The Impact Team invadiu o site de relacionamentos extraconjugais Ashley Madison e ameaçou divulgar os dados de 37 milhões de pessoas cadastradas no serviço. Claro, muita gente que acessa a página se sentiu ameaçada com a possibilidade do parceiro ou parceira descobrir uma traição, mesmo no ambiente online. Mas onde está concentrada a maior parte de usuários que utilizam a plataforma?

De acordo com dados do próprio site, a "capital mundial da infidelidade", como tem sido chamada por alguns veículos de comunicação internacionais, é a cidade de Ottawa, capital do Canadá, onde supostamente 1 em cada 5 habitantes possui um perfil no serviço - o equivalente a 189 mil contas. Para efeito de comparação, o município canadense tem aproximadamente 883 mil cidadãos.

Outro detalhe que chama atenção é que um dos Códigos de Endereço Postal (CEP) mais citados nos perfis é o do Parlamento canadense, o que significa que muitos políticos estariam recorrendo ao site para buscar parceiros(as) extraconjugais. Segundo alguns moradores de Ottawa, uma possível explicação para esse índice alto de traições se dá pelo fato da cidade ter uma combinação de vida política intensa e vida social pouco agitada.

"Todo mundo diz que Ottawa é uma cidade sonolenta, e eis que temos aqui 200 mil pessoas correndo umas atrás das outras", disse à Reuters o funcionário público Jon Weaks, de 27 anos.

Já outra habitante, Kary, de 38 anos, afirma que "em cidades operárias, as pessoas não vão usar um site" para buscar parceiros sexuais, mas que vão fazer isso num bar ou em outro local com maior movimento de pessoas. "[Em Ottawa] você não pode correr o risco de ser visto no bar fazendo isso. E por que você acha que todo o mundo daqui vai para Montreal (a 2h de distância) para se divertir? Ottawa é a cidade que a diversão esqueceu", alegou.

Assim como qualquer outro serviço na internet com milhões de cadastrados, milhares de perfis no Ashley Madison podem ser falsos ou estarem inativos. Mesmo assim, há quem acredite que estatísticas como essas do Canadá são verdadeiras. "Cerca de 85% de nossos negócios hoje estão focados em casos envolvendo o Ashley Madison. Pode ter gente que se cadastrou no site e não está traindo ninguém, mas não há desculpa: é um site de traidores", comentou o investigador particular John Sullivan, dono de uma agência especializada em averiguar traições conjugais em Ottawa.

Após ser hackeado, o Ashley Madison disse que já retomou o controle sobre os dados e que a invasão está sendo investigada. Entre as informações que estariam nas mãos dos invasores estão nomes reais, dados de cartão de crédito, fotos íntimas, fantasias sexuais e segredos das vítimas, a maioria mulheres.

Fonte: BBC