Além de Wi-Fi grátis, Nova York terá “estações de masturbação”

Por Redação | 19.01.2016 às 14:07

Em janeiro, mais de sete mil cabines telefônicas da cidade de Nova York serão substituídas por hotspots Wi-Fi, que fornecerão internet sem fio de graça para os cidadãos e contarão até mesmo com tablets Android caso o usuário não possua um smartphone. Inspirada nessa ideia, chamada de LinkNYC, uma fabricante de brinquedos sexuais também quer seguir pelo mesmo caminho e pretende lançar o GuyFi, uma rede de “estações de masturbação”.

As unidades também serão colocadas para substituir antigos telefones públicos e contam com um laptop e uma cadeira, todos ocultos atrás de uma cortina. É ali que os nova-iorquinos poderão se “aliviar” de maneira mais privativa, de acordo com a empresa responsável pelo projeto, a Hot Octopuss,. A ideia faz sentido para seus criadores, que citam uma pesquisa que indica que 39% dos habitantes da cidade utilizam a masturbação para reduzir os efeitos do stress no ambiente de trabalho. Agora, eles poderão fazer isso de forma mais confortável e sem o risco de serem pegos.

Um projeto piloto já foi feito e, de acordo com a Hot Octopuss, mais de 100 homens – e também um número não divulgado de mulheres – fizeram uso da cabine. Agora, a ideia é instalar pelo menos algumas dezenas dessas estações que, inclusive, possuem finalidades estéticas. Ao contrário do Wi-Fi público, o GuyFi não remove a cabine telefônica original, preservando o que se considera uma das características do ambiente urbano de Nova York.

Há, entretanto, um contratempo legal: masturbar-se em público – ou incentivar alguém a fazer isso – é crime. Por isso, a Hot Octopuss usa termos como “aliviar-se” e deixa claro que o serviço oferecido é exatamente o mesmo da prefeitura, e os usuários poderão utilizá-lo como desejarem. Ou seja, o acesso gratuito não é restrito à pornografia e a empresa acredita que boa parte do tráfego, mesmo na rede aberta da cidade, será voltado para esse fim.

Mais do que tudo isso, trata-se de uma ideia com um ideal, o de mostrar que não é preciso a parceria de grandes empresas e operadoras, além de um forte apoio publicitário como o que viabiliza o LinkNYC, para entregar soluções que sejam úteis à população. Fica a critério do cidadão utilizá-las da forma como bem entender.

Fonte: Mashable, Hot Octopuss