Você é vitima de Cyberbullying no trabalho?

Por Redação | 05 de Novembro de 2012 às 17h45

Quando falamos em cyberbullying, a primeira imagem que nos vem à cabeça é de crianças sendo maltratadas na internet, não é mesmo? Mas a realidade não é restrita apenas a crianças ou adolescentes: no trabalho, os adultos também relatam sofrer muito com esta prática nada exemplar. Saiu na Discovery News.

Uma equipe de pesquisadores ingleses decidiu estudar o caso mais a fundo para verificar se adultos em seu ambiente de trabalho também partilham deste tipo de comportamento. E os resultados mostraram que a prática do cyberbulling é bastante presente, para não dizer intensa, em ambientes de trabalho.

Os resultados mostraram que 80 por cento das pessoas que participaram da pesquisa já sofreram bullying online no trabalho nos últimos seis meses. E parece que o ambiente de trabalho é bem pior que o ambiente escolar.

Os pesquisadores, de duas universidades britânicas, descobriram que o cyberbullying ocorre na mesma frequência que o bullying tradicional nas escolas, o que leva 14 a 20 por cento das pessoas a se sentirem ameaçadas pelo menos uma vez por semana. E isso não é surpreendente. A tendência dos escritórios da atualidade é que as pessoas se tranquem cada vez mais e convivam cada vez menos. Não há mais confraternizações ou bate-papos no trabalho. Tudo fica por conta da web. Pedir um conselho a um colega de trabalho, tentar falar com o chefe ou até mesmo trocar ideias sobre um determinado assunto com um colega sentado a um metro de distância fica a cargo dos messengers e programas de bate-papo.

Os princípios no trabalho seguem os mesmos das escolas: quem gosta de quem? Quem é feio? Quem é bonito? Os pesquisadores sugerem que o bullying online no trabalho não é tão doloroso quanto na vida real. E o efeito disso é que as pessoas tendam a falar cada vez menos sobre a prática, tanto sobre vítimas quanto praticantes, com seus amigos ou colegas.

Enquanto houver jogo de interesses e a humanidade não for madura o suficiente para aceitar as diferenças, independentemente do ambiente em que se está, as novas vertentes do bullying, de fato, não vão parar de surgir. E definitivamente, a idade não é um fator determinante desta prática desprezível.

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