Tecnologia muda mercado do sexo em países ricos

Por Redação | 21.08.2014 às 08:21

A tecnologia tem mudado diversas profissões e situações do dia a dia. Essa nova configuração também é valida para o mercado do sexo em diversas partes do mundo. Em Berlim, por exemplo, um aplicativo chamado Peppr facilita o contato entre clientes e profissionais do sexo. Com ele, o cliente escreve onde está e aparece uma lista de profissionais mais próximas, com imagens, preços e informações físicas. Os desenvolvedores esperam expandir o Peppr para outras localidades.

Na Alemanha, aplicações deste tipo são permitidas pois a prostituição e a publicidade da prostituição são legalizadas. No entanto, em outros países onde a profissão não é regulamentada, a internet também permite avanços na relação entre clientes e as profissionais. As informações são do The Economist.

Sites e aplicativos especializados permitem que as informações fluam melhor entre comprador e vendedor, tornando o negócio melhor para ambos os lados. Para as profissionais do sexo é possível ter informações sobre os clientes por meio de uma rede com outros profissionais do ramo. Em alguns casos, por exemplo, é possível trocar informações sobre clientes violentos e aumentar a segurança.

Nos Estados Unidos a prostituição só é permitida no estado de Nevada, mas mesmo em outras regiões a internet já tem configurado mudanças na profissão. Sites especializados são criados com servidores no exterior e usuários usando pseudônimos para contornar a lei. Na parte jurídica, o site é registrado como entretenimento e o conteúdo como ficção.

O site do AdultWork é um dos que permitem tais interações. Ele permite a criação de perfis por profissionais do sexo independentes ou agenciados e disponibiliza informações para que os clientes possam entrar em contato através do site. Entre as informações possíveis estão descrições da profissional, os serviços prestados e o preço. Os clientes podem filtrar perfis por idade, busto, tamanho do vestido, etnia, orientação sexual ou localização.

Outros sites permitem fazer comentários sobre as profissionais, com detalhes sobre os serviços oferecidos. No site britânico PunterNet, os clientes podem fazer recomendações caso fiquem satisfeitos com o serviço.

Nesta profissão a aparência importa e muito. No gráfico é possível ver que mulheres atléticas, loiras e com cabelos longos podem cobrar a mais por isso, o típico estereótipo ocidental. Seios fartos, por exemplo, valorizam em US$ 40 a hora da profissional.

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O The Economist ainda avaliou 190 mil perfis de profissionais do ramo em um site de avaliação internacional. Os perfis possuem comentários de clientes com características físicas do trabalhador, serviços oferecidos e o preço.

No site foram identificados dados de 84 cidades em 12 países, a maioria na América e em outras grandes cidades de países ricos. Uma das características identificadas pela análise foi a taxa média por hora das profissionais, que caiu nos últimos anos influenciada pela crise financeira. Outro fator que tem influenciado a queda no valor dos serviços é a migração, principalmente no caso europeu devido a adesão da Europa Oriental. Novas profissionais no mercado também costumam iniciar com preços mais baixos e influenciam os valores.

Segundo a análise do jornal, em quatro cidades norte-americanas e em Londres as mulheres brancas recebem mais que as profissionais negras.

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Entre todos os desafios da profissão, parece muito provável que o comércio de sexo mude ainda mais com os novos recursos. As novidades também são uma forma de se adaptar a um mundo onde o sexo (gratuito) é facilitado, inclusive com o uso de recursos como o Tinder e outros sites de relacionamento.

Fonte: http://www.economist.com/news/briefing/21611074-how-new-technology-shaking-up-oldest-business-more-bang-your-buck