Redes antissociais: como elas podem acabar com amizades na vida real

Por Redação | 12 de Abril de 2013 às 14h50
photo_camera reprodução google

A hostilidade está dominando as redes sociais, e isso tem contribuído para o término de muitas amizades, não só as virtuais, mas as reais também. Uma pesquisa realizada pela VitalSmarts ilustra melhor esse cenário.

Parece que quem anda por aí pedindo "mais amor, por favor" tem motivos de sobra para isso. A pesquisa indicou que 78% dos usuários entrevistados relataram um aumento nos casos de grosserias nas redes sociais. Para "punir" as pessoas que têm atitudes hostis na internet, dois em cada cinco entrevistados disseram tê-las bloqueado ou acabado com a amizade.

A pesquisa online, que contou com a opinião de 2.698 entrevistados, sugeriu ainda que conversas controversas que começam na web tendem a interferir nos relacionamentos na vida real. E 19% das pessoas confessaram ter diminuído o contato pessoal com alguém devido a algo que ela disse na internet.

"As plataformas de mídia social não são o problema, é a forma como as pessoas as estão usando que está causando uma degradação de diálogo que tem potencial para destruir nossas mais significativas relações pessoais", disse Joseph Grenny, co-presidente da empresa de treinamento corporativo VitalSmarts.

A pesquisa ainda indica que as pessoas mais jovens são quatro vezes mais propensas do que os Baby Boomers a optar por ter conversas emocionalmente carregadas nas mídias sociais. Essa opção por desabafar suas frustrações online pode causar muita tensão e assuntos mal-entendidos.

Mas o assunto não precisa de delongas, pois você já deve ter passado por isso, ou pelo menos presenciado algum caso desse tipo nas redes sociais. Afinal, a VitalSmarts comprova essa teoria ao dizer que 76% dos entrevistados já testemunharam uma discussão relacionada às mídias sociais.

Vale destacar que toda essa manifestação sentimental no Facebook, por exemplo, geralmente não leva a nada, já que 81% dos participantes da pesquisa disseram que as conversas emocionalmente carregadas que tiveram nas mídias sociais continuam sem solução até agora.

Outra comprovação: 88% dos entrevistados também acreditam que as pessoas tendem a ser menos educadas nas redes sociais do que elas são pessoalmente. Essa informação sem dúvidas nos faz repensar a necessidade de aprender a comunicar de maneira efetiva.

"O que é realmente surpreendente é que muitas pessoas desaprovam esse comportamento, mas as pessoas ainda estão fazendo isso. Por que você xingaria online, mas nunca na cara da pessoa?", analisa Joseph Grenny.

E você, briga muito nas redes sociais ou banca o pacifista?

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