Professor norueguês usa o jogo The Walking Dead para ensinar ética aos alunos

Por Redação | 21 de Janeiro de 2014 às 10h35
photo_camera Divulgação

Considerado um dos melhores jogos da geração passada, The Walking Dead da Telltale Games mostrou como um título, mesmo com mecânicas e gráficos simples, pode mexer com os jogadores. E a história dos sobreviventes em meio ao apocalipse zumbi foi tão impactante que agora está sendo usada nas salas de aula.

Usar jogos eletrônicos para melhorar o ensino não é algo novo, mas a ideia de utilizar o game da Telltale é diferente: em vez de estimular a atenção e capacidades motoras dos usuários, The Walking Dead pode ajudar a passar noções de ética aos estudantes. A proposta vem do professor Tobias Staaby, da escola Nordahl Grief, localizada na cidade de Bergen, na Noruega.

The Walking Dead: The Game conta a história de um grupo de pessoas comuns que tenta se adaptar, cada um à sua maneira, a um mundo dominado pelos mortos-vivos. O contexto principal descarta a ação frenética de outras produções com zumbis e se foca em como os personagens lidam com aquela situação. O protagonista deve fazer uma série de escolhas morais que mudam o decorrer da trama e daqueles que estão a seu redor.

Staaby colocou seus alunos para jogar o game por duas semanas, e afirmou que, ao final desse período, eles se sentiram muito mais motivados e comprometidos com a disciplina. De acordo com o professor, os estudantes conseguiram se engajar em discussões sobre dilemas éticos e ainda responderam enquetes anônimas sobre as decisões tomadas durante a aventura. Tudo com o objetivo de incentivar a turma a analisar quais dessas decisões os alunos consideram mais éticas e suas consequências (positivas e negativas).

"O que eu queria era um bom método para gerar discussões que falem das teorias ou dilemas éticos", explica Staaby a uma rede de TV norueguesa. "O jogo [The Walking Dead] oferece aos estudantes uma forma que os permite navegar e debater [suas decisões com base nas escolhas feitas no game]. Quando alguém está engajado em um assunto, ele irá aprender melhor".

O professor admitiu que esperava uma reação contrária dos pais dos alunos, mas isso não aconteceu porque ele acredita que os responsáveis - e até a própria instituição - entenderam qual a proposta por trás das aulas. Para Staaby, as respostas dadas dentro do jogo podem servir como uma extensão do que a pessoa faria se realmente estivesse vivendo aqueles momentos.

O vídeo da entrevista pode ser visto logo abaixo, com legendas em inglês:

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