Postar muitas 'selfies' pode ser sinal de psicopatia em homens, afirma estudo

Por Redação | 12 de Janeiro de 2015 às 16h31

Um estudo realizado nos Estados Unidos pela Universidade Estadual de Ohio revelou que homens que postam muitos selfies nas redes sociais podem apresentar tendências narcisistas e psicopatas. A pesquisa é oportuna devido à moda de tirar selfies proporcionada pelo crescente acesso a smartphones pelos consumidores em todo o mundo.

Jesse Fox, professora de comunicação da universidade americana, disse que "não é surpresa que homens que postam muitas 'selfies' e gastam tempo editando suas fotos são mais narcisistas, mas é a primeira vez que isso é confirmado por um estudo científico".

A pessoa narcisista é aquela que acredita ser melhor e mais atraente do que os outros, mas possui uma "insegurança escondida", segundo mostra o estudo. Já o fato de ter tendência psicopata se caracteriza na falta de empatia e consideração pelos outros e por tendências comportamentais impulsivas.

Fox reuniu 800 homens com idades entre 18 e 40 anos para realizar a pesquisa. Eles responderam a um questionário sobre a postagem de 'selfies' na internet que abordava a frequência com que publicam e se utilizam ou não de editor de fotos, entre outros aspectos.

Todos os entrevistados foram convidados a responderem perguntas sobre comportamentos sociais e auto-objetificação, que caracteriza valorização excessiva da aparência em detrimento de outros aspectos da personalidade. Tais dados reunidos permitiram que a pesquisadora chegasse em resultados interessantes.

Foi possível constar que a publicação excessiva de fotos nas redes sociais está relacionada em certo grau ao narcisismo e à psicopatia. Os homens que se preocupam em editar suas fotos antes de publicar não revelam sinais de psicopatia, porém, tendem mais à auto-objetificação.

É óbvio que os resultados não significam, necessariamente, que quem posta muitas fotos de si mesmo é narcisista e psicopata, analisa a pesquisadora. Os dados analisados estão dentro da normalidade de comportamento social, apesar de ultrapassarem os níveis médios dessas características para a maioria das pessoas.

O estudo não analisou mulheres porque os dados comparados recebidos por Fox, compilados por uma revista, não incluíam o público feminino. "Nós sabemos que a auto-objetificação leva a coisas terríveis, como depressão e distúrbios alimentares em mulheres", afirmou Fox.

Para a pesquisadora, a auto-objetificação é mais impactante para as mulheres. "Como o uso de redes sociais é cada vez maior, todo mundo está mais preocupado com sua aparência. Isso significa que o problema pode se tornar ainda maior", complementa.

Uma nova pesquisa está sendo conduzida por Jesse Fox e irá sugerir que as informações confirmadas por sua pesquisa também se aplicam às mulheres.

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