Polícia: adolescentes mandam fotos nuas para colegas e vão parar no Instagram

Por Redação | 15 de Março de 2013 às 08h20

O 'Snapchat' é um aplicativo que permite aos usuários enviar fotos que desaparecem momentos depois de serem vistas. Porém, embora esse conceito estimule muitas pessoas a pensar que essa é uma maneira mais "segura" de enviar fotos mais íntimas, não é bem assim que funciona. É possível gravar uma imagem dessas fotos e guardá-las para sempre - como em um screenshot, por exemplo.

Porém, algumas adolescentes da escola de ensino médio Ridgewood, que fica em Nova Jersey, Estados Unidos, não se deram conta disso antes de enviar fotos nuas para, pelo menos, um estudante do sexo masculino. Ele guardou os screenshots e publicou as imagens em uma galeria no Instagram.

Segundo informações do Ridgewood Patch, na última quarta-feira (13), administradores do colégio tomaram conhecimento do incidente e iniciaram uma investigação conjunta com a polícia local. O superintendente da instituição, Dan Fishbein, enviou um comunicado para os pais sobre os perigos potenciais desse tipo de caso.

"Estes incidentes aconteceram fora das dependências da escola e estão sendo tratados pela polícia. Se for determinado que os estudantes quebraram as regras da escola, então teremos que lidar com isso administrativamente, como fazemos com todos os problemas dos alunos", disse Fishbein.

Em uma carta enviada aos pais, Fishbein disse que a polícia definiu um "período de anistia" até as 7h da próxima segunda-feira (18) para aqueles que tenham criado, transmitido ou ainda possuam quaisquer imagens ou filmes ilícitos. Os alunos que não excluírem as imagens e forem flagrados com elas podem enfrentar um processo por posse ou distribuição de pornografia infantil.

"Tenha certeza de que sempre vou tomar todas as medidas adequadas para proteger a segurança e bem estar dos nossos alunos. O período de anistia dá aos pais uma oportunidade para educar seus filhos e ajudar a protegê-los. Nós vamos trabalhar com nossa equipe para continuar a abordar estas questões com os nossos alunos", conclui Fishbein em sua carta.

Canaltech no Facebook

Mais de 370K likes. Curta nossa página você!