Pesquisa revela que 30% dos brasileiros já sofreram cyberbullying no trabalho

Por Redação | 17 de Setembro de 2013 às 10h00

O cyberbullying é um tema que está em alta e tem gerado uma série de discussões nos últimos anos, principalmente em relação às mídias sociais como plataforma para essa prática. Porém, o que muitos não se dão conta é que a utilização de e-mail, mídias sociais ou mensagens instantâneas para difamar pessoas também está ocorrendo no ambiente corporativo.

Para ilustrar esse cenário, a AVG Technologies, fabricante de software de segurança para computadores e dispositivos móveis, realizou uma pesquisa com 500 pessoas em todo o território nacional. O resultado é surpreendente, pois aponta que 30% dos brasileiros já sofreram algum tipo de cyberbullying nas empresas onde trabalham.

A maioria (76%) dos brasileiros considera cyberbullying o envio de comentários desagradáveis ou difamatórios sobre ou para um colega usando qualquer tipo de comunicação digital. A maioria das pessoas (25%) também acredita que as mídias sociais prejudicam a privacidade no ambiente de trabalho e 70% delas se sentem constrangidas em não aceitar solicitações de amizade de colegas de trabalho a contra gosto. "Até nós, profissionais da segurança online, ficamos surpresos com estes resultados", afirma o diretor de Marketing da AVG Brasil e colunista do Canaltech, Mariano Sumrell.

Quanto às atitudes em caso de cyberbullying, 58% dos entrevistados entrariam em contato com algum superior, como chefe, gerente ou área de recursos humanos, inclusive se as ofensas viessem de um superior. "O estudo é um alerta para as empresas, que precisam adotar urgentemente políticas de uso da internet, orientar os funcionários sobre boas práticas nas redes sociais e promover discussões abertas com seus colaboradores sobre ética nas comunicações online", declarou Mariano.

Mas este não é o primeiro estudo que aponta o crescimento desse tipo de prática entre adultos em ambientes corporativos. No ano passado, pesquisadores de duas universidades britânicas descobriram que o cyberbullying ocorre na mesma frequência que o bullying tradicional nas escolas, o que leva 14% a 20% dos jovens estudantes a se sentirem ameaçados pelo menos uma vez por semana.

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