Pesquisa indica que “exibidos” em redes sociais perdem mais amizades

Por Redação | 17 de Novembro de 2014 às 09h17

Se você participa de alguma rede social, em especial o Facebook, certamente já deve ter reparado nas fotos lindas da viagem de um amigo ou do restaurante chique que um casal colega seu frequentou. Isso se você não for a pessoa que divulga esse tipo de fotografia e conta em detalhes as visitas que fez a lugares exuberantes e exóticos para os seus amigos - um comportamento bastante comum nos dias de hoje.

Contudo, uma pesquisa da Universidade de Harvard e divulgada pelo YouPix mostra que esse tipo de comportamento pode fazer com que você perca algumas amizades. No lugar dessas imagens e experiências servirem para que você consiga conversar com mais facilidade com seus amigos, elas acabam passando a imagem de que você é uma pessoa exibida. Ou seja, muitos dos seus contatos vão pensar: “nossa, aquela pessoa só sabe se mostrar”.

O gramado mais verde do vizinho

O raciocínio é bastante simples. Atualmente, principalmente nas redes sociais, há uma pressão para que a sua vida seja a mais incrível possível, que você faça a maior quantidade possível de coisas legais – e, no final, é preciso mostrar isso aos outros, pois não basta viver. Acontece que essa pressão aflige a todos, fazendo com que quem está observando as imagens veja a própria vida como algo pobre e chato.

Dessa maneira, Harvard também constatou que a maioria das pessoas consegue se aproximar dos outros através de acontecimentos cotidianos, como fotos simples e idas a locais rotineiros. Com isso, não há aquela pressão para que a vida do espectador seja incrivelmente interessante e você não se passa por uma pessoa exibida e chata, impedindo que amizades sejam desfeitas ou que distanciamentos aconteçam por bobeira.

No entanto, é inegável que há a cultura do exibicionismo nas redes sociais, resultando em um ciclo em que um grupo de pessoas fica feliz por compartilhar suas próprias experiências e outro que se decepciona por não estar se divertindo. Complicado, não é?

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