Pais vs filhos na web: será que eles se entendem no mundo online?

Por Redação | 19.11.2012 às 15:45

Até que ponto os pais interagem com seus filhos? Será que eles estão por dentro do que os jovens fazem enquanto estão on-line? Para responder a estas e outras questões relacionadas ao tema, a McAfee divulgou os resultados de sua pesquisa intitulada “Jovens na Internet: muito além da visão dos pais”, que avalia os hábitos e atitudes dos jovens brasileiros na Internet.

A pesquisa mostra que os jovens sabem como ocultar de seus pais boa parte do que fazem enquanto estão conectados à internet, seja por seus computadores ou dispositivos móveis. Os jovens entrevistados revelaram ainda que seus pais continuam distanciados de suas atividades na web; 33% dos pais responderam que não têm tempo e nem disposição para acompanharem tudo que os filhos fazem na Internet.

O estudo foi realizado entre os meses de junho e agosto de 2012, por meio do envio de um questionário online para 401 jovens, de 13 a 17 anos, e 414 pais de jovens, da mesma faixa etária, das classes A, B e C, residentes nas cidades de São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador. Esta pesquisa, encomendada pela McAfee à empresa global de pesquisa de mercado TNS, considerou os usuários ativos de Internet, ou seja, aqueles que estão conectados à rede ao menos de duas a três vezes por semana.

De acordo com os resultados da análise, 47% dos jovens entrevistados não contam aos pais o que fazem na Internet, e 57% alegam que os pais estão cientes de apenas uma parte de suas atividades, mas não de tudo que fazem enquanto estão on-line. Quase metade dos respondentes acredita que os pais não aprovariam seu comportamento, se descobrissem tudo o que fazem na internet. E 45% dos jovens mudariam o comportamento se soubessem que estão sendo monitorados pelos pais.

O interesse dos pais quanto ao comportamento dos filhos na web

A pesquisa avaliou não apenas o comportamento de jovens na internet, como também o grau de interesse dos pais em conferir a vida de seus filhos enquanto estes navegam pela web: 65% das mães afirmam estar nas redes sociais para acompanhar as atividades de seus filhos. Apesar desse número, há pais que alegaram não ter tempo nem disposição para verificar tudo o que seus filhos fazem ou escrevem na rede, além do fato de que 48% deles acreditam que os filhos têm maior conhecimento de tecnologia e, por isso, não conseguiriam acompanhar o comportamento deles na internet.

Graças ao avanço da tecnologia e ao fácil acesso à Internet, presente cada vez mais no cotidiano das pessoas, torna-se mais fácil compartilhar informações e as conversas são mais facilitadas.

“Intitulados de Heavy Users da rede, 87% dos jovens entrevistados acessam a Web pelo menos seis dias da semana, sendo que 71% deles se conectam da própria residência e 33% afirmam navegar em um período de quatro a seis horas por dia, contrastando com 36% dos pais que acreditam que seus filhos passam até três horas apenas na Internet”, comenta Lucas Pestalozzi, Diretor do Setor de Tecnologia da TNS no Brasil.

“Essa estimativa de tempo gasto na Internet é bastante alta, o que também dificulta o acompanhamento dos pais quanto às atividades de seus filhos na rede. Por mais ativos que os pais sejam na Web, o tempo que eles têm disponível para monitorar as atividades dos jovens nunca será suficiente”, ressalta o diretor.

Comportamentos de risco

Durante a navegação, os jovens estão sujeitos a alguns comportamentos de risco. Vinte e oito por cento das meninas respondentes já passaram de um bate-papo aberto para uma conversa particular com alguém que conheceram na Internet, enquanto 45% dos meninos afirmam conversar com desconhecidos. Além disso, 27% dos meninos já acessaram vídeos que seus pais não aprovariam, e 33% dos jovens já viram conteúdos sexuais na Internet que os deixaram pouco à vontade.

Outros comportamentos de risco comuns entre os jovens são publicar fotos indiscretas de si mesmos e até dados pessoais como endereço, nome de escola, aspectos físicos, número de celular ou da própria casa.

Mais da metade dos pais acredita não ser segura a participação de seus filhos em redes sociais e vê perigo nas publicações comumente feitas pelos jovens (como fotos pessoais, nome da escola que estudam e endereço de email). No entanto, apenas 24% dos pais que responderam à pesquisa afirmaram ter instalado software de monitoramento nos computadores em suas casas, enquanto 75% deles dizem que conversam com os filhos sobre como devem se manter seguros na rede.

Vale ressaltar a importância de se ter consciência de que a internet pode trazer riscos para todos, principalmente aos jovens. É imprescindível que os pais participem de suas atividades quando eles estão on-line, não para monitorá-los, e sim para orientá-los e protegê-los contra as ameaças e os riscos citados.

“A tarefa é difícil, pois muitos pais alegam não ter tempo para monitorar ou desconhecem sobre o tema segurança. Por isso, o uso de tecnologia é essencial para proteger, monitorar, transmitir conhecimento e auxiliar os pais no diálogo e no acompanhamento dos jovens. As soluções de segurança são aliadas na busca de um comportamento seguro na Internet para todos”, orienta José Matias Neto, Diretor de Suporte Técnico da McAfee para a América Latina.