No próximo domingo (5), não leve seu celular ou tablet na hora de votar

Por Redação | 02.10.2014 às 10:03
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No próximo domingo (5), o Brasil irá definir um novo ciclo em sua história com as eleições 2014. Vamos decidir quem serão os nossos representantes no Senado, na Câmara dos Deputados e na Presidência da República pelos próximos anos. Na hora de votar é necessário o título de eleitor, além de um documento com foto. Mas o cidadão também precisará ficar atento a um detalhe: o uso do celular.

Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pessoa que for votar deve deixar o aparelho eletrônico (tablet, smartphone) em um móvel, próximo aos colaboradores responsáveis pela seção eleitoral - no caso, os mesários e o presidente de mesa. Como informa a Agência Brasil, uma vez que o voto é secreto, a Legislação Eleitoral proíbe o eleitor de "portar aparelho de telefonia celular, máquinas fotográficas, filmadoras, equipamento de radiocomunicação ou qualquer instrumento que possa comprometer o sigilo do voto".

Ainda segundo a Justiça Eleitoral, o sigilo do voto também abrange ambientes virtuais e redes sociais. Isso significa que é proibido publicar imagens do voto ou fotos da urna eletrônica, por exemplo. Durante a votação não haverá revista de eleitores, mas as pessoas que desrespeitarem a legislação estão sujeitas a até dois anos de detenção. Caso os mesários flagrem algum eleitor fotografando o voto, a orientação é que o episódio seja registrado em ata, identificando o usuário. Caberá ao juiz eleitoral, então, comunicar o fato ao Ministério Público Eleitoral para instauração de inquérito.

Para o pesquisador de ciência e tecnologia do departamento de sociologia da Universidade de Brasília (UnB), Marcello Barra, apesar do intenso ativismo de eleitores nas redes sociais, quem busca burlar a legislação presta um desserviço à nação. De acordo com Barra, o caráter sigiloso impede que as pessoas fiquem vulneráveis ao assédio para mudança de voto.

"A conquista do voto secreto é uma garantia da democracia. Qualquer meio que burle esse direito é um atentado à democracia. A pessoa acha que está ajudando a militância, que está motivando outros a votar, mas, na verdade, ela está prejudicando o voto. O sigilo é uma garantia aos mais fracos", comentou.

Não há como negar que a popularização dos smartphones, redes sociais, selfies e outras plataformas online aumentou o número de pessoas que passaram a interagir em discussões políticas, seja no ambiente digital ou real. Segundo o especialista, o uso da internet tem modificado a forma como as pessoas entendem e participam da vida política no país. "Eu venho acompanhando esse processo há muitos anos. Esses instrumentos estão se tornando cada vez mais importantes para a democracia. Cada um coloca a sua opinião de maneira direta, é cada vez mais democrático", disse.