Identilock – uma nova solução para segurança de armas de fogo

Por Redação | 19 de Maio de 2014 às 12h48

Acidentes mudam a vida das pessoas, e não foi diferente com Omer Kiyani. Quando tinha 16 anos, foi atingido com um tiro na boca enquanto dirigia. Ele nunca reconheceu o atirador, mas com o passar dos anos e depois de muitas cirurgias, as marcas em seu rosto foram desaparecendo. Porém, o trauma continuou. Pensando na segurança de quem carrega armas e na de pessoas ao redor, ele criou a Sentinl, uma startup com sede em Detroit, que está concentrando esforços no design de uma trava biométrica chamada de Identilock.

De acordo com informações do Wired, acoplada ao gatilho da arma, a Identilock só permite que este seja liberado quando a impressão digital do dono for reconhecida.

Por longos anos, Kiyani foi funcionário de uma empresa que visava a modernização de airbags. Ele trabalhou na calibragem de sistemas para minimizar as chances de ferimentos em acidentes. E eventualmente, percebeu que poderia aplicar o mesmo conceito às armas de fogo. E ele ainda acredita que até mesmo os ativistas dos direitos armamentistas ficarão satisfeitos com o Identilock, já que, para ele, o projeto é totalmente diferente dos já existentes até o momento.

A evolução do Identilock

Identilock

Inicialmente, Kiyani considerou utilizar uma tecnologia já existente no mercado, que pudesse funcionar como uma trava eletrônica de portas. O tempo passou e ele percebeu que seria basicamente impossível acoplar um equipamento como esse em uma arma, já que teria de suportar altas temperaturas e ser bastante resistente a impactos.

Como não tinha a verba para tornar esse tipo de tecnologia mais resistente, garantindo que não houvesse falhas, ele desenvolveu uma pequena trava que qualquer um pode colocar em uma arma. A Identilock é opcional e removível. Sua integração com a arma funciona de maneira rápida e eficiente, assim como sua remoção. Diferente de travas biométricas e mecanismos de trava eletrônica comuns, a Identilock torna tão fácil desbloquear uma arma de fogo quanto acessar um iPhone através do serviço de biometria.

Identilock

A Identilock atual conta com componentes que se provaram efetivos em outras indústrias, e não podem ser encontrados em prateleiras de lojas. Seu sensor biométrico, por exemplo, foi utilizado em outras aplicações de segurança avançada e foi aprovado até em testes do FBI. Juntar o sensor com outras tecnologias existentes apresentou uma excelente relação custo-benefício, segundo o criador do projeto. "O objetivo era utilizar algo que já era conhecido, não ficar reinventando produtos já existentes no mercado", explica Kiyani.

Um futuro promissor

O produto ainda está em fase de testes. Porém, o protótipo fez com que Kiyani ganhasse visibilidade para as empresas que cuidam de projetos para segurança de armas de fogo.

Kiyani sabe dos desafios que terá de enfrentar, mas está convencido de que a Identilock irá ganhar mercado. Ele diz ainda que a maior de todas as vitórias será quando os fabricantes de armas decidirem distribuí-las para as lojas já com a Identilock instalada.

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