Estudo: como se comportam as boas notícias frente às más notícias?

Por Redação | 28 de Março de 2013 às 07h30

Pense em seu feed de notícias do Facebook ou do Twitter. O que vem à sua mente? Reclamações, dramas, notícias trágicas? Se for isso, você deve ler a respeito desse estudo e espalhar para os seus amigos na rede.

Neurocientistas e psicólogos escanearam o cérebro das pessoas enquanto elas acompanhavam suas mensagens de e-mails e nas mídias sociais para entender melhor o efeito que elas causam. Eles descobriram que boas notícias podem se espalhar mais rápido e ir mais longe do que as catástrofes e tragédias.

O The New York Times explica que nas mídias de massa, como telejornais, por exemplo, jorrar sangue nas notícias pode até funcionar, pois eles querem apenas que você sintonize o canal e mantenha os olhos na tela, independentemente do que vai sentir em relação a isso. Já nas mídias sociais, o usuário se preocupa mais com a reação dos amigos em relação ao conteúdo que ele vai postar. Afinal, ninguém quer ser taxado como o "estraga prazeres que só posta tragédias".

O jornal diz ainda que os pesquisadores analisaram a comunicação boca a boca (e-mail, posts nas redes sociais, comentários, mensagens etc) e descobriram que seu conteúdo tende a ser mais positivo do que negativo. Ao analisar o comportamento dos leitores do próprio The New York Times, por exemplo, descobriram que eles tendem a compartilhar artigos mais emocionantes e engraçados, enquanto aqueles mais tristes não eram repassados para os amigos.

"Histórias de gente chegando a Nova York e se apaixonando pela cidade têm uma chance maior de serem enviadas do que 'textos que detalham a morte de um popular funcionário de zoológico'", explica o pesquisador Jonah Berger, psicólogo social da Universidade da Pensilvânia.

Basicamente, as pessoas que ouvem ou leem novas ideias tendem a ativar uma parte do cérebro relacionada à cognição social. Os pesquisadores explicam que, quando a ideia em questão despertava essa região cerebral, as pessoas se mostravam mais propensas a falar com entusiasmo sobre o assunto e espalhar a ideia para os amigos.

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