Brasileiros acreditam que tecnologia pessoal é capaz de gerar novos empregos

Por Redação | 27 de Janeiro de 2014 às 12h15
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Não é novidade que tudo é muito caro no Brasil. Dos alimentos do supermercado às roupas em lojas e shoppings, dos carros aos serviços públicos, e tantos outros produtos que parecem valer bem menos do que o valor oferecido. Nessa categoria entram também os dispositivos eletrônicos que, mesmo com preços elevados, estão conquistando um espaço significativo na vida dos usuários brasileiros.

E não é para menos: o povo brasileiro é o que mais acredita que a tecnologia, principalmente a pessoal, será o fator decisivo que vai transformar nossas vidas no futuro e ajudar na criação de oportunidades profissionais. A afirmação faz parte de um estudo realizado pela Microsoft em Davos, na Suíça, e apresentado na última sexta-feira (24) durante o Fórum Econômico Mundial.

O relatório, intitulado "Visões do mundo: como a tecnologia pessoal está mudando nossas vidas", entrevistou em dezembro de 2013 mais de 10 mil internautas que moram tanto em países desenvolvidos quanto aqueles que ainda estão em desenvolvimento. No total, foram 10 nações espalhadas pelo globo, incluindo Estados Unidos, Alemanha, França e Japão, no grupo dos desenvolvidos, e Rússia, México, China, Índia, Turquia e Brasil, no bloco dos locais emergentes.

Dos mil internautas entrevistados aqui no Brasil, 80% se mostraram confiantes de que a tecnologia pessoal - ou seja, os tablets, PCs, videogames e smartphones deles próprios - é capaz de gerar novas possibilidades de trabalho. Além disso, 73% dos brasileiros afirmam que os dispositivos pessoais contribuem para o aprimoramento da educação, e 74% consideram que a tecnologia exerce grande influência na cultura, nas artes e na vida profissional.

No quesito empreendedorismo, 72% dos brasileiros acreditam que a tecnologia também ajuda a reduzir diferenças econômicas, 82% dos usuários nacionais dizem que o uso de dispositivos pessoais aumenta as chances de se criar um novo negócio e 84% de que a tecnologia pessoal ajuda na hora de inovar em novas empreitadas.

Já quando o assunto é qualidade de vida, 61% dos brasileiros consideram os recursos tecnológicos fortes aliados para melhorar o dia a dia das pessoas. Na China a porcentagem é maior: 74% dos chineses acreditam que a tecnologia pode aprimorar a qualidade dos padrões de vida do país e elevar a liberdade dos cidadãos. Os chineses também fazem parte do grupo dos mais otimistas em relação ao trabalho: 94% se mostram favoráveis à ideia de que a tecnologia gera oportunidades corporativas.

Segurança e privacidade

Além das informações sobre tecnologia pessoal, o estudo da Microsoft coletou dados interessantes sobre privacidade e segurança. Após o vazamento de documentos secretos envolvendo o WikiLeaks e a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (envolvendo o ex-técnico da NSA Edward Snowden), a maioria dos países emergentes não prefere trocar privacidade por segurança.

De acordo com a pesquisa, das dez nações entrevistadas, a Índia é a mais disposta a abrir mão da privacidade pela segurança (80%), seguida pela China (48%), Rússia (47%) e Estados Unidos (42%). No Brasil, 61% se mostram contra em rejeitar a privacidade pela segurança a nível nacional, e a Alemanha é a que tem menos interesse em fazer essa troca (68% dos cidadãos).

Outra curiosidade é que, mesmo depois dos escândalos da NSA, mais da metade dos pais de todo o mundo querem que seus filhos tenham mais acesso à tecnologia pessoal nos próximos anos. Segundo Mark Penn, vice-presidente executivo de publicidade e estratégia da Microsoft, os pais que moram em países em desenvolvimento são mais favoráveis ao aumento do acesso das crianças à tecnologia. Já nos locais desenvolvidos, os pais ainda ficam em dúvida se devem ou não impor limites aos seus filhos.

O estudo “Visões do mundo: Como a tecnologia pessoal está mudando nossas vidas" pode ser acessado, na íntegra, neste link (em inglês). O relatório foi realizado entre os dias 26 de dezembro de 2013 e 3 de janeiro deste ano.

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