Estudo: Facebook pode promover surtos psicóticos

Por Redação | 08 de Maio de 2013 às 12h52

O vício em tecnologia e redes sociais pode trazer uma série de efeitos negativos na vida de muitas pessoas, mas qual será a causa mais extrema que um vício como este pode gerar? Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, Israel, afirmaram que o uso excessivo do Facebook pode fazer com que algumas pessoas tenham surtos psicóticos e até alucinações.

A pesquisa analisou em profundidade o caso de três pacientes que tinham vivenciado recentemente um término de relacionamento doloroso e que escolheram a internet e as redes sociais como seu principal refúgio. As relações virtuais estabelecidas pelos pacientes se mostraram positivas em um primeiro momento, ajudando-os a esquecer outras situações que os entristeciam, no entanto, esse convívio com as redes sociais se mostrou nocivo com o passar do tempo.

"Os pacientes compartilhavam algumas características cruciais, incluindo a solidão ou a vulnerabilidade devido à perda ou separação de um ente querido, relativa inexperiência com a tecnologia, e sem antecedentes de psicose ou abuso de substâncias", afirmou ao Daily Mail o Dr. Uri Nitzan, chefe do estudo. "Em cada caso, foram encontradas ligações entre o desenvolvimento gradual e a exacerbação de sintomas psicóticos, incluindo alucinações, ansiedade, confusão e uso intensificado de meios de comunicação eletrônicos".

Dois pacientes vivenciaram experiências em que se sentiram vulneráveis devido às informações pessoais que publicavam nas redes sociais e um deles chegou a ter alucinações táteis, onde o paciente começou a acreditar que a pessoa com quem estava se comunicando pelo computador o estava tocando de verdade. Os pesquisadores afirmaram que os pacientes que participaram do estudo conseguiram se curar depois de receber o tratamento e acompanhamento psicológico adequados.

O Dr. Nitzan também deixou claro que o vício em internet e redes sociais é algo perigoso apenas para uma parcela da população, principalmente, para as pessoas que se sentem sozinhas ou vulneráveis no seu cotidiano e para aquelas que sofrem com ações difamatórias na rede, como os casos de ciberbullying.

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