Internet of Things: o futuro já começou

Por Boris Kuszka RSS

Internet das Coisas

Sensores que informam se o solo tem os nutrientes necessários para determinado plantio. Dispositivos situados em encanamentos permitem a localização de vazamentos de água. Energia vibracional convertida em energia elétrica. 

Tudo isso parece algo distante da realidade? Saibam que os exemplos acima já fazem parte da nossa rotina, mesmo sem nos darmos conta.

A internet possibilitou a interação de sensores, ou seja, a comunicação entre dispositivos para facilitar e melhorar procedimentos comuns. Vivemos, portanto, num mundo hiperconectado que visa a eficiência de processos com um excelente custo-benefício.

Um exemplo conhecido é o aplicativo Waze para celular, querido pelos motoristas de grandes capitais. Cada celular que está conectado ao Waze funciona como um sensor de velocidade e todos esses dados consolidados transformam-se em informações online da situação de trânsito pela cidade, indicando o melhor caminho para evitá-lo. 

Em 2014, a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – lançou o livro “Agricultura de Precisão: resultados de um novo olhar”, que reúne mais de 60 artigos sobre a técnica, conceito, ferramentas, análise e possibilidades do uso da tecnologia da informação. Basicamente, a agricultura de precisão possibilita um gerenciamento mais detalhado de todos os processos de produção. Atualmente, a agricultura pode fazer uso do GNSS (Global Navigation Satelite System), do SIG (Sistema de Informações Geográficas), de instrumentos e de sensores para medidas ou detecção de parâmetros ou de alvos de interesse no agroecossistema (solo, planta, insetos e doenças), de geoestatística e da mecatrônica.

É simples e prático: sensores captam dados que auxiliam na distribuição de inseticidas em grandes campos agrícolas. Drones mostram qual local deve receber maior/menor quantidade de produto químico. Tratores movidos por robôs. Tudo conectado e informações trabalhando em rede, otimizando todo o processo. Sabemos, em média, que em um ano o investimento se paga.

Todos esses sensores estão cada vez mais integrados ao nosso dia a dia ao ponto de, em um futuro próximo, desaparecerem (no sentido de se tornarem imperceptíveis). É o que chamamos de computação ubíqua, termo criado em 1988 pelo cientista de informática norte-americano Mark Weiser (1952 – 1999), onde a interação homem-tecnologia se torna natural, como que estendendo seus sentidos através da tecnologia. Aliás, em agosto de 2014, a Scientific American publicou um artigo explorando essa integração com os sensores: “Como a rede global de sensores está ampliando e reformulando o sistema nervoso humano”.

Internet Of Things – IoT – só existe por conta do Open Source. Afinal, assim que novos padrões de tecnologia são desenvolvidos o open source já o disponibiliza, ampliando sua utilização e aumentando a sua velocidade de compartilhamento, além da evolução. Essa acessibilidade de informações só nos mostra que a aplicação de sensores inteligentes é infinita. Temos acesso a hardwares de baixo custo, rodando versões de Linux enxutas e preparados para processadores de baixo consumo. É o caso do pidora, rodando no Raspberry Pi: computador do tamanho de um cartão de crédito, de baixo custo, que impulsiona a pesquisa e o desenvolvimento por qualquer pessoa na área de IoT. O futuro já começou.

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Boris Kuszka é o Diretor dos Arquitetos de Solução da Red Hat.

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