Netflix e indústria cinematográfica batalham pelo novo filme de Martin Scorcese

Por Nathan Vieira | 27 de Agosto de 2019 às 16h00
Divulgação/Netflix
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A nova aposta da Netflix é o longa-metragem The Irish (O Irlandês), protagonizado por ninguém menos que Robert De Niro (O Poderoso Chefão: Parte II), Al Pacino (O Poderoso Chefão) e Joe Pesci (Touro Indomável). Em 2017, a gigante do streaming comprou os direitos de distribuição do filme de Martin Scorsesse, que originalmente pertenciam à Paramount Pictures. No entanto, parece que essa parceria não está dando tão certo.

Acontece que o filme chega aos cinemas norte-americanos em 1º de novembro e a ideia é que ele seja lançado nas telonas do mundo inteiro no fim do mesmo mês. E aí está a grande questão: os cinemas querem o filme em cartaz por três meses e, é claro, eles não querem que a Netflix lance o filme em seu catálogo antes disso, já que isso atrapalharia as bilheterias. Por sua vez, a plataforma de streaming também não quer dar o braço a torcer e almeja lançar o The Irish em seu catálogo bem antes dos três meses.

Os executivos da Netflix, liderados pelo chefe da divisão de cinema, Scott Stuber, negociaram ao longo de vários meses com grandes redes de cinema norte-americanas, como a AMC Theatres e a Cineplex, para permitir que o filme fosse exibido em sua plataforma. No caso da AMC, por exemplo, são mais de 11 mil salas espalhados por todo o mundo. Essas redes, por sua vez, também bateram o pé para que a Netflix seguisse o exemplo de outros estúdios, como a Warner Bros ou a Disney, e concedesse um tempo de exclusividade (três meses), antes que o filme aparecesse em outros lugares - o que, é claro, inclui plataformas streaming.

The Irish se destaca, principalmente, pelo seu elenco de peso (Foto: Divulgação/Netflix)

A Netflix lançou o trailer de O Irlandês no último dia 31. O filme aborda o crime organizado que tomou conta dos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial, com a trama se desenrolando antes do desaparecimento do poderoso líder sindical Jimmy Hoffa (Al Pacino), um dos maiores mistérios do país. A proposta do filme é justamente a jornada pelo crime organizado, revelando os mecanismos, as associações políticas e as rivalidades que tomaram conta desse meio. O orçamento é estimado entre US$ 140 milhões e 200 milhões (o que equivale a R$ 560 milhões a 800 milhões), sendo a produção mais cara da história de Netflix.

Fonte: The New York Times

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