Não lembra o nome do filme? Deixe uma inteligência artificial ajudar

Por Redação | 06.03.2016 às 22:05
photo_camera Cinema

É uma situação pela qual todo mundo já passou: lembrar o ator de um longa, ou algum tipo de situação que acontece nele, mas não seu título, o que acaba impedindo sua localização. Pensando nisso, a Valossa, uma empresa finlandesa criada por estudantes da Universidade de Oulu, desenvolveu um sistema de inteligência artificial capaz de reconhecer situações, emoções, atores e histórias dos filmes.

Tudo está no site What is my Movie, que por enquanto está disponível apenas em inglês. E a novidade funciona. Uma busca por “Tom Hanks e a guerra”, por exemplo, trouxe uma ocorrência certeira de O Resgate do Soldado Ryan, além de uma indicação para o recente Ponte dos Espiões e O Terminal, que também envolve o ator e um conflito, mas de forma indireta. Outra pesquisa por “o peixe que esquece de tudo” também trouxe Procurando Nemo, mas não na primeira posição, o que mostra que o sistema ainda tem um pouco a evoluir no entendimento das buscas.

What is my movie

É justamente nisso que a Valossa está trabalhando, uma vez que a inteligência artificial ainda está em seus estágios iniciais de desenvolvimento. De acordo com os responsáveis, a principal base para funcionamento do sistema é o “deep content”, uma análise do conteúdo dos filmes que vai além apenas das sinopses e informações técnicas. A IA, quase que efetivamente, “assiste” aos longas, sendo capaz de compreender também o áudio, padrões visuais, diálogos e outros fatores que podem ajudar na localização de um título.

De acordo com a empresa, mais de 40 mil filmes já foram vistos pelo sistema, e muitos outros serão adicionados ao banco de dados no futuro próximo. Uma vez que tudo estiver funcionando de forma plena e com uma quantidade considerável de acertos, a ideia da Valossa é trabalhar ao lado de provedores de internet e conteúdo sob demanda justamente em sistemas de indicação e curadoria baseados em aspectos bem mais profundos que os usados hoje em dia.

Ou seja, basicamente, o que a companhia finlandesa deseja é ir ainda mais além, e tornar ainda mais profundas as indicações nem sempre certeiras, mas normalmente inusitadas, feitas pela Netflix, por exemplo. Tudo a partir de plataformas de reconhecimento facial e auditivo, além da integração com sistemas de busca e outras tecnologias já existentes.

Fonte: Engadget