Deadpool está no meio de uma disputa de patentes

Por Redação | 25 de Fevereiro de 2016 às 14h47

Uma tecnologia de animação facial chamada Mova é a responsável pela possível nova dor de cabeça enfrentada pela produção do filme Deadpool. O Mova tem sido amplamente utilizado em diversos filmes de sucesso, mas agora a empresa por trás da tecnologia quer bloquear a distribuição do mais recente filme da Marvel.

Em fevereiro, a empresa chinesa Shenzhenshi Haitiecheng Science and Technology Company entrou com um processo contra a incubadora californiana de tecnologia Rearden. Agora foi a vez da empresa estadunidense voltar a acusação legal contra a chinesa. Ambas as entidades estão reivindicando propriedade sobre o Mova, que já foi utilizado em filmes como O Curioso Caso de Benjamin Button, Os Vingadores: Era de Ultron e até mesmo Gravidade.

No meio dessa história complicada, a Rearden pediu a um juiz o bloqueio da distribuição das mídias feitas com o Mova. A execução deste pedido parece bem improvável, dada a popularidade dos títulos envolvidos. Deadpool, por exemplo, surpreendeu o mundo com o seu desempenho nos cinemas. O filme já está a caminho de se tornar a propriedade da Marvel mais lucrativa para a Fox, arrecadando mais de US$ 500 milhões em todo o mundo.

Entenda a confusão

O Mova é um sistema que permite aos produtores obter feições muito detalhadas de uma pessoa por meio do uso de diversas câmeras, maquiagem especial e iluminação adequada. Basicamente, a tecnologia captura cada movimento de um ator humano e suas expressões faciais e as coloca em uma figura animada.

Apesar de ser uma tecnologia muito interessante, que proporciona resultados incríveis nas telas dos cinemas, a história do Mova é bem complicada. Steve Perlman, fundador da Rearden, também foi responsável pela fundação de uma startup de games chamada OnLive, que se fundiu com a Mova. Depois de deixar a OnLive em 2012, ele tentou adquirir a Mova do acionista controlador da empresa, e aí as coisas começaram a complicar. De acordo com o texto de Perlman na ação judicial, ele pediu a um funcionário chamado Greg LaSalle para gerenciar o processo e concluir a venda dos ativos restantes para a Digital Domain, que por sua vez é associada à Shenzhenshi.

No entanto, a empresa chinesa conta uma história diferente, afirmando que LaSalle vendeu legitimamente os ativos da Mova a eles. A companhia também alega que Perlman "encorajou o Sr. LaSalle a tentar salvar" a Mova por conta própria, depois de não conseguir fazer o negócio que desejava.

No meio de toda essa confusão de quem vendeu e quem comprou o que, as empresas continuam brigando judicialmente pela patente da Mova, mas é bem improvável que um juiz mande cessar a distribuição dos filmes que usam a tecnologia.

Com informações do ArsTechnica

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