Cineasta Martin Scorsese massacra sites como Rotten Tomatoes

Por Redação | 10 de Outubro de 2017 às 17h00

Inaugurado em 1998, o Rotten Tomatoes se tornou uma verdadeira referência de críticas de cinemas e séries de televisão na internet. O site funciona com selos que indicam se aquele título é um sucesso ou um fracasso, usando críticas de especialistas e também do público como base. Mas o aclamado cineasta Martin Scorsese deixou bem claro que não gosta nada desse serviço.

Segundo o diretor, que é um dos maiores nomes da produção cinematográfica mundial, "empreas de pesquisa como o Cinemascore, que começaram nos anos 1970, e agregadores online como o Rotten Tomatoes, não têm nada a ver com crítica de verdade; eles mostram a nota de um filme da mesma maneira que alguém daria uma nota para um cavalo numa pista de corrida, um restaurante ou uma aplicação financeira". Ainda segundo Scorsese, esses serviços "nada têm a ver com a criação e apreciação inteligente de um bom filme e o cineasta é reduzido a um produtor de conteúdo, e o espectador a um consumidor acomodado".

O cineasta continuou dizendo que as "críticas escritas por pessoas apaixonadas e por conhecimento real da história do cinema saíram de cena, e parece que hoje em dia temos mais e mais vozes engajadas em apenas julgamento puro, pessoas que ficam felizes em ver filmes e diretores serem rejeitados, reduzidos e destruídos". O diretor ainda chamou o Rotten Tomatoes de "ofensivo".

Scorsese também deu aquela alfinetada no público e na mídia, obcecada em explorar a bilheteria dos filmes. "Nos anos 1980 os números de bilheteria começaram a se tornar a obsessão que são hoje, e a bilheteria é a base de quase todas as discussões sobre cinema, e frequentemente se tornam mais do que apenas a base. O julgamento brutal que fez com que a arrecadação da estreia dos filmes se tornasse um esporte para um espectador sedento de sangue, encorajou esse tipo de crítica", opinou.

Encerrando seus argumentos, o diretor lembrou que alguns dos maiores clássicos foram verdadeiros fracassos de bilheteria na época de seus lançamentos. "Bons filmes feitos por cineastas de verdade não são feitos para serem decodificados, consumidos ou entendidos imediatamente. Eles foram feitos porque a pessoa atrás da câmera precisava fazê-los", lembrando de títulos como O Mágico de Oz, A Felicidade Não se Compra, Um Corpo que Cai e À Queima Roupa.

Fonte: Business Insider

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