Pesquisa prevê que serviços de vídeos online passem receita dos cinemas em 2018

Por Redação | 06 de Junho de 2014 às 12h53

Há mais de um século remetemos a Sétima Arte ao cinema. No entanto, pesquisas recentes indicam que no futuro essa não será a forma mais comum de assistirmos aos filmes. O setor cinematográfico está vendo nos últimos anos uma estagnação nas receitas de bilheteria, enquanto a receita de vídeos online tem apresentado crescimento surpreendente.

Essas mudanças podem alterar a forma como Hollywood faz seus filmes e também a forma como os expetadores terão acesso a eles. O novo relatório da PricewaterhouseCoopers (PwC), "Global entertainment and media outlook: 2014 - 2018", prevê que em 2018 a receita de serviços de streaming de vídeos passe as bilheterias dos cinemas.

Segundo o relatório, a receita das bilheterias vai crescer até lá: este ano a previsão é de US$ 11,4 bilhões frente a US$ 10,8 bilhões do ano passado. No entanto, este crescimento será de, em média, 3,1% ao ano, chegando em 2018 com uma receita de aproximadamente US$ 12,5 bilhões.

Já os serviços de streaming de vídeo, considerando apenas a Netflix, crescem em um ritmo muito mais acelerado e a previsão da PwC é que o serviço arrecade mais de US$ 10 bilhões em 2018 – praticamente US$ 7 bilhões a mais que 2013. Se adicionarmos ainda outros serviços do tipo, como o iTunes e o Google Play, onde é possível alugar ou comprar uma cópia digital do filme, a renda em 2018 desse setor chegará a US$ 14 bilhões.

O relatório da PwC não indica mudanças apenas para o cinema. O documento ainda prevê que a receita de aluguéis e vendas de DVDs e Blu-rays também vão diminuir nos próximos anos, indo de US$ em 12,2 bilhões em 2013 para US$ 8,7 bilhões em 2018.

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