Oculus VR anuncia estúdio de cinema para produzir filmes em realidade virtual

Por Redação | 27 de Janeiro de 2015 às 10h16
photo_camera Divulgação

Quando anunciou a compra da Oculus VR em março de 2014 por US$ 2 bilhões, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, disse que o objetivo da companhia não era apenas explorar as possibilidades da realidade virtual no mundo dos games, mas em outros campos que pudessem captar todo o potencial da tecnologia. E os primeiros resultados desse investimento começam a surgir com o anúncio do Story Studio, um estúdio interno de cinema que irá desenvolver longas e curtas-metragens para serem assistidos usando o Rift.

A ideia de criar conteúdos específicos para a sétima arte surgiu na Oculus VR antes da empresa ser adquirida pela maior rede social do mundo. Quem sugeriu o projeto foi o investidor Marc Andressen, que faz parte do conselho do Facebook e que, mesmo sem entender como funciona a indústria do cinema, conversou sobre o conceito com Brendan Iribe, diretor da Oculus. Foi o suficiente para que o executivo contratasse Saschka Unseld, ex-animador da Pixar que já havia trabalhado em Toy Story 3 e Valente, para comandar a divisão, que hoje conta com 10 pessoas.

Unseld é o responsável pelo primeiro produto do Story Studio: Lost, um curta-metragem interativo que fará sua pré-estreia no Festival de Cinema de Sundance, nos Estados Unidos, que começou no dia 22 de janeiro e vai até 1º de fevereiro. O título, que tem entre 3 e 10 minutos de duração de acordo com as ações tomadas pelo "espectador" no decorrer da história, é descrito como uma experiência "em tempo real" em realidade virtual e funcionará com o protótipo mais recente da empresa, o Crescent Bay.

"Eu acho que [o filme Lost] dura cerca de quatro minutos. Mas o mais interessante é que ele muda. Não há um tempo fixo. Algumas pessoas podem experimentá-lo de forma mais lenta, outras de forma mais rápida. O jeito que o título está estruturado pode se adaptar à maneira pela qual você o vivencia", explicou o CEO da Oculus VR ao site Engadget.

Segundo Iribe, a proposta do estúdio é que ele seja compacto para permitir a criação de produtos interativos e mais imersivos que outros conteúdos cinematográficos. Além disso, o empresário acredita que o conceito de realidade virtual para as telonas ainda é uma mídia e não uma única experiência. Por esse motivo, ele afirma que mudanças na divisão serão feitas de forma gradativa, o que incluiria aumentar os investimentos e a equipe de produção.

Oculus Rift

Imagem promocional do curta-metragem "Lost", do ex-animador da Pixar, Saschka Unseld. (Foto: Divulgação)

Além de Lost, já foram anunciadas outras três produções exclusivas para o Oculus Rift: Dear Angelica, Bullfighter e Henry. Também já estão programados outros dois filmes, que não tiveram seus nomes revelados.

Se depender da Oculus e do Facebook, projetos para o cinema baseados na realidade virtual não devem acabar tão cedo. Há alguns meses, fontes disseram ao site The Information que a rede social estaria em negociações com diversos estúdios e diretores de Hollywood para trazer experiências como Lost aos futuros usuários do Oculus Rift. A empresa com sede na Califórnia teria conversado com entidades como Fox, Disney, Warner, Sony e NBC Universal.

A previsão é que o primeiro modelo comercial do headset da Oculus VR chegue ao consumidor até o final de 2015.

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