Do carvão ao 4D: até onde o cinema pode chegar?

Por Colaborador externo | 23 de Outubro de 2014 às 16h00
photo_camera Cinema

por Ricardo Oliveira*

A tecnologia 4D ganha cada vez mais espaço no cinema brasileiro, em uma prova clara de que a digitalização já é uma realidade em nosso país. Finalmente nossas salas de cinema alcançaram o padrão de qualidade internacional, 60 anos após aquele momento que dividiu a história da indústria para sempre: a invenção das lâmpadas de xênon, que permitiram a rodagem dos primeiros filmes com efeitos especiais, hoje tão habituais para nós. Relembrando tantas revoluções observadas ao longo das décadas, fica a questão: até onde essa tecnologia pode chegar?

A história do cinema é tão rica que valeria um filme. A primeira película apresentada ao público durou apenas um minuto, mas foi uma coisa inacreditável – e até mesmo assustadora - na época. Relatos indicam que muitas pessoas fugiram desesperadas quando a imagem de um trem em movimento foi reproduzida em uma parede na cidade de Paris, em 1895.

A partir de então, o cinema se expandiu rapidamente até se tornar um fenômeno mundial. Com a popularização, as produções deixaram de ter poucos segundos e surgiram os primeiros curtas em preto e branco, geralmente com som ao vivo. Era comum, por exemplo, ter orquestras presentes durante uma sessão para reger o tema musical de cada filme. A grande estrela da época foi o inesquecível Charlie Chaplin.

Entre os anos 20 e 30 surgiram os primeiros filmes com som e cores, mas foi em 1954 que veio a grande revolução, quando foram criadas lâmpadas de xênon para substituir as antigas projeções à base de carvão. Foi então que surgiu um mundo de possibilidades, que permitiu constantes melhoras na qualidade das imagens exibidas ao longo das décadas seguintes. Além disso, o cinema também se tornou mais prático, dinâmico e seguro, com grande crescimento de salas e menos incêndios.

A consolidação do cinema moderno, que se deu rapidamente na Europa e nos Estados Unidos, foi mais lenta na maior parte do resto do mundo, como no Brasil. Hoje, no entanto, praticamente todos os países já aderiram majoritariamente aos novos modelos, uma vez que os principais filmes são produzidos nos formatos digitais. A indústria se renovou de maneira fantástica em pouco tempo e as perspectivas para o futuro são bastante promissoras.

O maior expoente desse avanço constante foi a criação do 3D. No início, o público dependia de óculos simples, com lentes vermelhas e azuis, que davam a sensação de que a imagem “pulava” da tela. Atualmente ainda usamos óculos, mas, sobretudo, aqueles de cor preta, que não afetam as cores e proporcionam sensações mais reais.

A “bola da vez” dos cinemas brasileiros é o 4D, ainda com valor acima do normal comparado a filmes comuns, mas com diversos diferenciais e mais uma “promessa de mudar o nosso modo de ver filmes”. São salas que nos proporcionam experiências incríveis, com poltronas que mexem, jogam água em nossa direção e até emitem cheiros ligados aos filmes. O público se empolga e a indústria se empolga. Estamos todos empolgados com o presente e, ainda mais, com o futuro que podemos vislumbrar ao cinema.

*Ricardo Oliveira é o Gerente de Produtos responsável pela linha Display Optics da OSRAM Brasil há três anos. É formado em Administração e Comércio Exterior, com MBA em gestão empresarial pela FGV.

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