Diretor de 'Avatar' e 'Titanic' comenta sobre o Oculus Rift e realidade virtual

Por Redação | 21 de Abril de 2014 às 10h20
photo_camera Divulgação

A compra da Oculus VR, empresa responsável pelo headset de realidade virtual Oculus Rift, pelo Facebook pode não ter agradado a todos, mas os projetos voltados para a plataforma continuam a todo vapor. E, em breve, o acessório pode ganhar um investidor de peso: James Cameron, o diretor por trás das duas maiores bilheterias do cinema, Titanic e Avatar. As informações são do site Mashable.

Cameron participou na última semana de uma rodada de perguntas no "Ask me Anything", da rede social Reddit. Durante o bate-papo, o cineasta foi perguntado sobre vários assuntos envolvendo novas tecnologias de filmagem e o futuro das próximas produções de Hollywood. Uma dessas perguntas era sobre como a realidade virtual, incluindo gadgets como o Oculus Rift, poderia revolucionar a indústria do cinema. Em resposta, o diretor se mostrou bastante animado com o que pode vir por aí.

"Particularmente, eu estaria muito interessado em encontrar uma forma de incorporar a realidade virtual na experiência narrativa cinematográfica", disse. "Essa experiência narrativa teria caminhos únicos nos quais você toma decisões em tempo real, então acho que seria muito divertido. Acredito que seria tecnicamente muito difícil e caro produzir algo assim com o mesmo nível de qualidade de um longa, mas seria ótimo experimentar", completou.

Questionado sobre o Oculus Rift, Cameron afirmou que ainda não conhece a tecnologia a fundo. "Sou bastante familiarizado com a realidade virtual, mas ainda não vi do que o Oculus Rift é capaz. Estou interessado nele e devo ver como funciona nos próximos meses, mas já conheço bem a realidade virtual desde que ela foi concebida", explicou.

Pioneiro na produção de filmes em 3D, o diretor disse que ele e toda a produção do filme Avatar trabalharam "em um espaço virtual durante todo o dia" devido ao processo de gravação usado nas filmagens. Contudo, não espere ver uma sequência do longa-metragem baseada em periféricos como o Oculus Rift, pois o cineasta acredita que a realidade virtual é um recurso muito recente e que ainda não vai dominar o mercado cinematográfico.

Compra bilionária

(Foto: Forbes)

Depois de adquirir o Instagram e o WhatsApp, chegou a vez do Facebook comprar a fabricante de hardware Oculus VR por US$ 2 bilhões. A empresa ficou conhecida em 2012 por apresentar o primeiro protótipo de óculos de realidade virtual que funciona de forma simples, prática e agradável ao consumidor. O foco da corporação sempre foi os games para computador, mas o CEO da rede social enxerga novas oportunidades para explorar todo o potencial e vantagens do Oculus Rift.

"Realidade virtual foi um dia um sonho da ficção científica. Mas a internet foi também um sonho um dia, e aqui estão computadores e smartphones. O futuro está chegando e nós temos a chance de construí-lo juntos. Eu mal posso esperar para começar a trabalhar com toda a equipe da Oculus para trazer este futuro para o mundo, e habilitar novos mundos para todos nós", disse Mark Zuckerberg em seu perfil no Facebook.

Mesmo com os fundadores da Oculus VR tenham apoiado a compra, alguns usuários não reagiram de maneira positiva. Pouco depois do anúncio, no final de março, internautas que ajudaram a financiar o Oculus Rift pelo Kickstarter usaram a página do site de arrecadamento colaborativo para pedir de volta o dinheiro que doaram para tornar o projeto em realidade. Markus Persson, um dos criadores de Minecraft, também se mostrou contra a aquisição e cancelou a versão do jogo ao Rift.

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