A saga de dois homens e suas máquinas do tempo

Por Redação | 16.05.2014 às 08:51

Mudar eventos do passado, reviver situações históricas ou viajar para o futuro por curiosidade. Essas são apenas algumas das funções possíveis de uma máquina do tempo, uma ideia recorrente na ficção científica e no imaginário popular, mas que, infelizmente, parece impossível de se tornar realidade. Mas não é nisso que acreditam os protagonistas do documentário “How to Build a Time Machine”. Quem mostrou foi o Gizmodo.

Nele, observamos dois homens com objetivos um pouco distintos, mas que convergem para um mesmo ponto. O primeiro deles é Rob Niosi, que, em três meses, pretendia criar uma réplica da máquina do tempo vista no livro homônimo, escrito por H. G. Wells, como vista na adaptação para o cinema lançada em 1960.

O problema é que a obsessão por detalhes e o acabamento incrível vistos em “A Máquina do Tempo” acabaram transformando a ideia de um trimestre em um trabalho que já está ocorrendo há 11 anos e, para Niosi, pode acabar nunca chegando ao fim. A ideia é replicar, em si mesmo e nos outros, a ideia de se observar um equipamento mítico dessa categoria pela primeira vez, só que novamente. Quase como uma viagem no tempo, mas dentro de si mesmo.

Já a motivação de Ronald Mallett é muito mais profunda: ele deseja rever seu pai. O físico teve sua vida completamente transformada após a morte de seu progenitor. A vontade de voltar no tempo para salvá-lo foi o que o levou a seguir uma carreira na ciência e, agora, ele trabalha para retornar ao passado e fazer exatamente isso.

Aqui, a obra de H. G. Wells também teve sua influência. Mallett conta que o livro de ficção foi um de seus grandes consolos durante o longo período em que se isolou dos amigos e família enquanto lidava com a morte do pai. Para ele, a ideia de voltar no tempo foi justamente aquilo que o levou a ser tudo aquilo que é hoje.

“How to Build a Time Machine” está sendo produzido por Jay Cheel, um jovem documentarista norte-americano que já acumula três filmes em seu currículo. O projeto vem sendo trabalhado desde 2012, mas, por enquanto, ainda não tem data para estrear.