7 filmes para você assistir na Amazon Prime Video

Por Ricardo Ballarine | 22 de Novembro de 2017 às 10h27
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Concorrência é a palavra-chave para entender o quanto o consumidor de filmes e séries hoje está mais feliz do que há um ano. Se antes o que existia era apenas a Netflix, hoje o streaming se divide em mais plataformas, como Looke, Globoplay, Libreflix e aquela que é a mais forte desta nova turma, a Amazon Prime Vídeo.

Mesmo sem um catálogo imenso, como a Netflix, a gigante do varejo tem boas produções próprias, como as séries Transparent e The Man in the High Castle, além de títulos clássicos, como Seinfeld — veja uma seleção de séries disponíveis na plataforma.

Quem gosta de filmes também tem um cardápio bem interessante, com títulos exclusivos.

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O Canaltech selecionou sete bons filmes que estão na Amazon Prime Vídeo e valem a pipoca no sofá. Na lista, colocamos clássicos, ficção científica, ação e um documentário perturbador.

O Gângster

Dirigido por Ridley Scott, cineasta que nos deu Perdido em Marte, Gladiador e o Blade Runner original, este filme é um policial de 2007 com um pé nos anos 1970.

É a história do gângster Frank Lucas (interpretado por Denzel Washington), que dominou as ruas de Nova York, especialmente do Harlem, no fim década de 1960 até meados de 1970.

O detetive Richie Roberts (Russell Crowe) é designado para investigar o império construído por Lucas, que chegou a dominar o comércio de heroína enquanto esteve no comando da sua organização mafiosa.

Preste atenção nos duelos entre Crowe e Washington. Dirigidas com cuidado por Scott, que deixou os atores à vontade, as cenas entregam um dos melhores trabalhos dos atores.

Denzel Washington e Russell Crowe dividem a cena em O Gângster

Intrigas de Estado

Este é um thriller que envolve política, contratos milionários com o governo dos Estados Unidos, traições amorosas e um embate entre o velho e o novo jornalismo.

Cal McCaffrey (Russell Crowe, ele de novo) é um jornalista da velha guarda, que é chamado por um amigo político, o deputado Stephen Collins (Ben Affleck), para investigar a morte de sua amante.

Collins estava, por sua vez, investigando uma empresa de segurança que estaria contratando mercenários para atender às operações de Estado. Ele acredita que a morte de sua amante tem relação com essa investigação.

McCaffrey começa a apurar a história e vai ter que incorporar ao seu trabalho a repórter e blogueira Della Frye (Rachel McAdams), em quem ele não confia por estar ligada à nova mídia — o filme é de 2009, época em que os blogs investigativos já estavam consolidados nos EUA.

Com boas reviravoltas e roteiro preciso, Intrigas de Estado é daqueles filmes que prendem o espectador no sofá, imóvel.

Cena de Intrigas de Estado, que mistura política com jornalismo

Taxi Driver

Clássico de Martin Scorsese, com Robert de Niro no papel do taxista paranoico que roda pelas noites de Nova York pronto a explodir.

Travis Bickle assiste filmes pornográficos durante o dia enquanto prega contra a decadência moral, representada pela prostituta Iris (Jodie Foster), uma garota de 12 anos. Solitário, ainda desenvolve uma obsessão por Betsy (Cybill Shepard), assessora de um político que se candidata a presidente.

Nesse contexto caótico, inserido numa Nova York suja e violenta — o filme é de 1976 —, Taxi Driver vai aumentando sua tensão por meio da transformação de Travis. O espectador acompanha a violência crescendo por meio de ensaios em frente a um espelho, quando ocorre a cena da famosa frase “Are you talking to me?” (você está falando comigo?), o manuseio de armas e a transformação física — o corte moicano é um clássico do cinema. 

Até chegar ao clímax. Imperdível.

Robert de Niro faz o papel do motorista paranoico em Taxi Driver

Warriors — Selvagens da Noite

Nos anos 1970, Nova York era dominada pelo medo e por diversas gangues, que dividiam a cidade em territórios. Cada uma atuava em determinada área e era proibido invadir a outra sem permissão do grupo dominante.

Warriors (1979), dirigido por Walter Hill, se baseia numa história real para mostrar como aquele cenário de medo quase se transformou numa guerra em apenas uma noite, para caminhar depois para a paz.

Cyrus, um membro de gangue visionário, convocou uma reunião com todos os líderes dos grupos rivais para tentar mostrar a força que teriam caso se unissem. Mas ele é assassinado logo que começa a falar.

Uma gangue é acusada injustamente de ter matado Cyrus e tem que passar a noite fugindo dos rivais até conseguir provar sua inocência.

O que aconteceu na época também inspirou a série The Get Down (2016, Netflix), que focou no surgimento do hip hop. Os acontecimentos são simultâneos e foram retratados numa excelente HQ, chamada Ghetto Brother (editora Veneta, R$ 26,90 na Saraiva).

A gangue que precisa provar sua inocência em Warriors

Gattaca — Experiência Genética

No futuro, tudo vai ser definido pelo DNA. A tecnologia vai decidir como uma pessoa nasce, quais serão suas características físicas, como ela vai crescer, como será sua educação, seus parceiros.

O código genético será o único guia possível. Se houver alguma falha, a pessoa é deslocada para fazer tarefas menores e degradantes. É o Estado que controla a manipulação dos genes, que geram os válidos e os não-válidos.

Gattaca (1997) mostra a relação de dois irmãos, Vincent (Ethan Hawke), o não-válido, e Anton, o válido. Desprezado pela família e com previsão de viver apenas até os 30 anos, Vincent é um sonhador, que deseja viajar, mas que se vê preso por determinação do sistema.

Ele consegue burlar os processos e entra no programa de formação de astronauta. Vai enfrentar testes duros, feitos para quem tem predisposição genética. O filme então discute a repressão do Estado e os limites da privacidade.

Gattaca é um acrônimo baseado nas séries que compõem o DNA: Guanina, Adenina e Timina.

Ethan Hawke em cena de Gattaca, como o irmão não-válido

Chinatown

Não é qualquer filme que aparece na lista da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos como uma produção “culturalmente, historicamente ou esteticamente significante”. Chinatown (1974) mereceu seu lugar não só por ter ressuscitado um gênero, mas também redefini-lo.

O cinema noir teve seu auge nos anos 40, com filmes que retratavam detetives, investigações que caminhavam por traições e reviravoltas, sempre com uma mulher envolvida. A fotografia jogava com o claro e o escuro para retratar seus personagens que não eram heróis nem bandidos.

O filme dirigido por Roman Polanski retoma essas características para uma Los Angeles da década de 1930, à beira de uma crise de água. O detetive Evelyn Mulwray, interpretado por Jack Nicholson, é contratado por uma mulher enigmática (Faye Dunaway) para investigar seu marido.

Entre mortes inesperadas e descobertas que ele não esperava ter, o filme caminha de uma forma a deixar o espectador intrigado, como se ele fosse o detetive do caso.

Jack Nicholson e Faye Dunaway em cena de Chinatown

O Homem Urso

Este é um documentário impressionante, que retrata a vida e o trabalho do ambientalista Timothy Treadwell (1957-2003). Dirigido por Werner Herzog, O Homem Urso (2006) mostra o trabalho junto aos animais do Alasca.

Treadwell viveu por 13 verões com os ursos e documentou os últimos cinco com uma câmera. Em 2003, o piloto que iria buscá-lo encontrou ele e sua namorada mortos e despedaçados. Foram vítimas de um ataque de urso — na verdade, foram devorados, no que foi considerado o primeiro caso do tipo na área onde eles estavam.

O cineasta usa as imagens gravadas pelo ecologista para mostrar sua personalidade, sua relação com os animais e os limites entre homem e feras. Impressiona a forma como Treadwell se aproxima e se deixa aproximar dos ursos.

Timothy Treadwell, o ecologista que virou tema do documentário O Homem Urso
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