Universo está se expandindo mais rápido do que o imaginado

Por Redação | 03.06.2016 às 15:38

Como se o universo já não fosse imenso o bastante, cientistas agora dizem que o espaço fora do nosso planeta ainda está se expandindo, e em uma velocidade muito maior do que eles esperavam. Essa afirmação foi feito por pesquisadores do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial (STScl, na sigla original) e da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.

Eles descobriram que o universo está crescendo cerca de cinco a nove vezes mais rápido do que a estimativa inicial feita por astrônomos. O astrofísico Adam Riess, do STScl, é chefe do estudo e explicou que as evidências encontradas oferecem pistas que podem ajudar os cientistas a entender o mistério que cerca o universo.

Como se mede o universo?

Para fazer essa pesquisa, Riess e sua equipe examinaram diversas estrelas supernovas tipo Ia e cefeidas utilizando o telescópio espacial Hubble. Depois, os cientistas utilizaram dois grupos de corpos celestes como forma de medida que permitiu que eles fizessem a medição da distância entre objetos no espaço.

As taxas de pulsação de estrelas cefeidas são interligadas ao brilho delas, enquanto as supernovas tipo Ia (formadas geralmente depois da morte de uma estrela gigante) são conhecidas por ter uma luminosidade consistente.

Os pesquisadores então usaram esses fatos para descobrir o quão longe as supernovas estão. Eles compararam esses pontos a dados sobre a expansão do universo, determinados pela medição da distância que a luz de outras galáxias tem que viajar para chegar à Terra. Isso permitiu que a equipe descobrisse o quão rápido o universo está crescendo, valor conhecido como "constante de Hubble".

Segundo os cálculos feitos, a constante de Hubble atual é de 45.5 milhas por segundo por megaparsec, sendo que o valor de um megaparsec é de cerca de 3.26 milhões de anos luz. Os pesquisadores estimam que nessa taxa, a distância entre objetos celestiais no universo pode dobrar nos próximos 9.8 bilhões de anos.

Esse número é cerca de 5% a 9% maior comparado às estimativas anteriores. Leituras prévias eram feitas ao medir a radiação do plano de microondas cósmicas do universo, produzido pela luz restante do Big Bang. Os pesquisadores dizem que a discrepância nas leituras podem ser causadas por dois fatores: a energia negra que está fornecendo poder para a rápida expansão do universo e que é mais forte que os cientistas pensavam, ou que o fenômeno pode ser influenciado pela radiação negra, que consiste em partículas subatômicas ultra-rápidas que sobraram do Big Bang.

Via: Tech Times