Tecnologia da Fórmula 1 ajuda a criar geladeiras mais eficientes

Por Redação | 29 de Abril de 2015 às 07h54

No Reino Unido, estima-se que 70% de todo o consumo de energia venha de supermercados e lojas de conveniência, que não apenas precisam estar funcionando a todo vapor, mas possuem centenas de refrigeradores que nunca podem ser desligados. E a busca por uma maior eficiência e uma redução no consumo de energia estão não apenas as fabricantes de eletrônicos e operadores do setor, mas também a equipe Williams de Fórmula 1.

Reconhecida por ter sido a casa de grandes nomes brasileiros como Ayrton Senna, Nelson Piquet e, atualmente, Felipe Massa, a empresa está usando uma tecnologia de aerofólios e sistemas aerodinâmicos automotivos para controlar o fluxo de ar dentro dos refrigeradores. Assim, espera reduzir em 41,5% o consumo de eletricidade de tais equipamentos. Basicamente, fazendo mais por menos.

O método de aproveitamento do ar é o mesmo usado nos carros de Fórmula 1 e, inclusive, vem sendo testado da mesma maneira. Com partes móveis, o fluxo é otimizado da forma desejada pelos engenheiros. Nas pistas, a ideia é manter os veículos o mais próximo possível do chão, aumentando a aderência, enquanto aqui o objetivo é manter o frio dentro do equipamento e evitar sua fuga ao máximo.

Cada refrigerador recebe um gabinete capaz de manipular o caminho do ar frio dentro do refrigerador, diminuindo o funcionamento dos motores que mantêm a temperatura sob controle. E a melhor notícia é que estamos falando de uma solução plenamente adaptável que, quando disponível no mercado, poderá ser acoplada às geladeiras já existentes em vez de exigir a compra de novos equipamentos.

A novidade também deve agradar aos consumidores, promete a Williams. Como o sistema privilegia o ar e o mantém dentro do equipamento, a Williams promete corredores de frios e congelados mais quentes e com o ar menos seco, proporcionando uma experiência mais prazerosa e confortável durante as compras.

O trabalho é de um time especializado em transformar as tecnologias usadas nas pistas em produtos para o consumo, fazendo com que os avanços que permitem aos pilotos voarem baixo no asfalto também estejam presente na vida dos fãs (ou não) do automobilismo. O processo acontece na fábrica de Oxforshire da Williams, no Reino Unido.

A tecnologia ainda está em fase de experimentação, mas mesmo nos ambientes menos otimizados, seja pela abertura e fechamento constante de portas ou por um posicionamento inadequado do refrigerador, a economia foi de 18%. O patamar máximo, de mais de 40%, deve ser ampliado significativamente ao longo das pesquisas, que também incluem grandes redes de mercados ingleses como a Sainsbury, que, sozinha, consome 1% de toda a eletricidade do Reino Unido.

A novidade ainda não tem data para ser lançada, mas do jeito que a Williams fala, parece estar bem próxima de encerrar seu estágio preliminar de testes. O meio-ambiente, com certeza, agradece.

Fontes: Williams Advanced Engineering, Gizmag

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