Tatuagem eletrônica permite monitorar sinais vitais de pacientes

Por Redação | 21.04.2016 às 06:55

O conceito de pele eletrônica tem prometido revolucionar as inovações tecnológicas, principalmente na medicina, e por isso diversos pesquisadores estão trabalhando incansavelmente no desenvolvimento dele. A criação de peles digitais é o objetivo da maioria dos estudiosos, já que com ela seus usuários poderiam ter uma espécie de smartwatch acoplado ao corpo.

A novidade mais recente nesse aspecto vem diretamente da Universidade de Tóquio, no Japão. Lá, cientistas desenvolveram uma espécie de tatuagem eletrônica que tem apenas 3 micrômetros de espessura - o equivalente a um décimo da espessura de um fio de cabelo humano. Além do tamanho, o dispositivo é flexível, e tem capacidade de acompanhar os movimentos do corpo.

Segundo o autor do estudo, Takao Someya, os dispositivos que podem aderir ao corpo podem revolucionar a forma com que nos comunicamos e o monitoramento de pacientes. Apesar de já haver dispositivos com esse objetivo, o protótipo desenvolvido pela equipe de Someya apresenta alguns diferenciais importantes.

Talvez o principal deles seja a durabilidade. Diferente da maioria dos aparelhos do tipo, que têm longevidade de algumas horas, o aparelho dos japoneses apresentou autonomia de mais de um dia. A eficiência se deve a um revestimento de proteção que evita a ação do oxigênio e do vapor d'água.

O dispositivo também conta com sensores e mostradores numéricos de OLEDs, além de diodos emissores de luz poliméricos (PLEDs) e fotodetectores orgânicos, que permitem o monitoramento dos níveis de oxigênio no sangue e os batimentos cardíacos.

Via: The Washington Post